terça-feira, 27 de agosto de 2019

US Open 2019 - masc e fem

Começou o último grand Slam do ano. Para muitos, inclusive este que vos falá,  o Major de melhor estrutura e atmosfera.

Quais seriam os favoritos?

Farei minhas apostas.

Masculino:

Favoritos: Nadal e Djoko.

Ataque ao título: Medvedev.

Vale a pena ficar de olho: Federer, Wawrinka, Nishikori, Zverev  (sai, zica).

Por causa do calendário exaustivo, deixarei Thiem de fora.

FEMININO

Sempre repleto de surpresas, então vai muito de como percebo as nuances.

FAVORITA: Serena

Ataque ao título: Andreescu. Talvez, hoje, quem consiga enfrentar a Williams.

Pode aprontar: Svitolina, Bencic, Halep (apesar do moral baixo), Pliskova, Osaka.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

A problemática lateral-direita do Barcelona




Por: Raniery Medeiros

É consideravelmente preocupante a situação na lateral Culé, bem como os contornos institucionais do clube que se acostumou a brigar e a ganhar tudo nos últimos quinze anos. No entanto, para 2019/2020, nada me irrita mais - taticamente falando - do que a continuidade de Nelson Semedo e Sergi Roberto no elenco. 

Bem, o fato é que nos acostumamos mal. Mesmo o limitado Oleguer, que também era zagueiro, foi "ok" em sua passagem; Belletti, por sua vez, foi importante em determinados momentos, sobretudo pelo jogo por dentro; Zambrotta não comprometeu tanto; Dani Alves é provavelmente o melhor lateral que o barça já teve; Adriano, na LD em algumas ocasiões, entendia o estilo. 

Após este breve pensamento sobre o passado, me deparo com o presente, entro em choque. Avaliando as características supracitadas, Sergi é quem melhor entende e compreende o modelo de jogo. Semedo, em contrapartida, não possui as mesmas características do companheiro, mas "compensa" indo ao fundo. Na teoria, é tudo maravilhoso e fácil; na prática, meu Deus, é o caos e a insegurança. Afinal, ninguém convence, ninguém elabora bem as jogadas, ninguém é tão capaz de sair da pressão de quem marca o barça em linha alta. Ah, relembrando que o limitado Aleix Vidal não foi bom o bastante para ganhar a posição de um meio-campista improvisado na lateral. 

Se o lado esquerdo é a válvula de escape, tendo basicamente todas as ações por ali, a faixa direita sofre há anos. Quando falo em compreensão do modelo, me refiro também ao fato histórico de construir e jogar por dentro, e dessa forma o Sergi é melhor. No entanto, o camisa 20 peca no modo defensivo, só explora passes curtos, não tem eficiência nas jogadas em amplitude; Semedo, oposto ao SR, não completa as demais exigências, mesmo sendo veloz e não aproveitando o corredor. 

É bem verdade que ambos fizeram boas partidas nos últimos dois anos, foram importantes em momentos específicos - principalmente o jogador de La Masia. Mas para o nível de exigência do Barcelona, que vem de duas eliminações traumáticas na Champions League, é preciso regularidade na reta final. Citei Vidal, reitero para Semedo: teve duas temporadas para se firmar, não apresentou futebol para tal. Se existe defesa ao canterano, é justamente pelo fato de "quebrar o galho" nos chamados jogos grandes.

Por mais puto que eu esteja em função de algo que não é resolvido desde 2016, não farei caça às bruxas, também não serei oportunista. Há espaço para SR e NS em alguns clubes, não no Barcelona. 

A derrota para o Athletic Bilbao só reforça meu pedido de contratem Azpilicueta. No mais, e endosso meu respeito aos jogadores, venderia ou emprestaria ambos. A questão irrompe alguns dos mais variados pensamentos da torcida. Já diria Paulo Calçade: "a compreensão do jogo não é para todos".




quinta-feira, 25 de julho de 2019

Pia Sundhage assume o comando da seleção feminina de futebol



A CBF anunciou nesta quinta (25) a sueca Pia Sundhage como técnica da seleção. Ela assume o lugar de Vadão, que fracassou durante o tempo em que esteve à frente do cargo. 

Pia é o nome certeiro para quem realmente almeja novas metas; modelo de jogo; pensamento voltado ao futebol de base. Bicampeã olímpica com os Estados Unidos (2008 e 2012), conseguiu sempre moldar suas equipes às suas ideias e características das atletas. Ainda pela seleção estadunidense, após uma decisão incrível contra o Japão, foi vice-campeã do mundial 2011. Seu legado foi repassado para Jill Ellis (auxiliar de Sundhage), que recentemente faturou o bicampeonato mundial com os EUA.

Voltou à terra natal para treinar a seleção sueca, mesmo com poucas peças decisivas. Centrada, inteligente e COM TOTAL CONHECIMENTO DO UNIVERSO DO FUTEBOL FEMININO, Sundhage alcançou a medalha de prata nos jogos olímpicos de 2016, parando apenas na Alemanha. Vale ressaltar que as suecas eliminaram Estados Unidos e Brasil (donas da casa, e que na fase de grupos havia vencido a seleção europeia). Encerrou seu ciclo na equipe principal e se dedicou inteiramente à base a partir de 2017. 

A ideia de contratá-la me agrada bastante, especialmente por se tratar de uma vitoriosa, de alguém que enxerga as reais necessidades da modalidade. No entanto, mesmo com a aquisição de Pia, ainda sinto receio quando vejo Marco Aurélio Cunha na cúpula diretiva. É preciso que ela tenha total autonomia para moldar pensamentos, instruir e ajudar NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS MENINAS. O começo vem da base. 

Esperemos os próximos capítulos, a hierarquia de comando. Pia Sundhage é nome certo...mas que tenham paciência, que deem liberdade de trabalho, que apresentem um projeto a longo prazo. 

sábado, 13 de julho de 2019

EUA vencem o Brasil nas semis da Liga das Nações de Vôlei


A semifinal entre EUA e Brasil foi até mais equilibrada do que imaginei. Ontem, após vencermos o Irã, relatei a dificuldade. Seleção norte americana joga redondinho. Ainda assim, ótimos cinco sets.

Primeiro set terrível do Brasil em erros ao adversário, contra-ataques desperdiçados. Os EUA, por sua vez, com ritmo intenso através da alimentação boas distribuições de Christenson (levantador) para Anderson e Sandler.

Visando aperfeiçoar o ataque, os comandados de Renan elevaram o % no ataque, anularam os americanos ao tocar - defensivamente - em quase todos os ataques. Destaque para o forte entrosamento entre Cachopa, Leal e Lucarelli. Partida empatada.

Terceiro set com a seleção brasileira sempre à frente no placar,  controlando as ações ofensivas. Ótimo set de Lucarelli.

Quarto set perfeito da recepção estadunidense. Shoji (líbero) recepcionando nas mãos do levantador; saque flutuante eficiente; alterações bem feitas.

Infelizmente, após uma queda elevadíssima de potência e concentração na recepção, o Brasil perdeu a partida.  Sempre  valorizando a partida monumental dos Estados Unidos.

Resta ao Brasil repensar alguns pontos, se preparar muito bem para o pré-olímpico.