sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Bate-Bola com o Gustavo Hofman (Parte 2)

Foto: Site ESPN

O bate-bola de hoje é com o Gustavo Hofman, jornalista e comentarista dos canais ESPN. O assunto? É 100% Basquetebol. Esta é a parte 2 da entrevista que fiz com ele. O link da primeira matéria, realizada em 2012, será postado logo abaixo.

http://ranierymedeiros.blogspot.com.br/2012/11/bate-bola-com-o-hofman.html

DEDICAÇÃO AO ESPORTE

- Quando e como surgiu a paixão pelo basquete? Chegou a praticar o esporte?

A paixão pelo basquete surgiu naturalmente, até pelo meu tamanho. Comecei a jogar com 11 anos e fui federado dos 12 aos 17, quando disputei os Campeonatos Paulistas de base por Sociedade Hípica e Tênis Clube, ambos clubes de Campinas. Sempre fui apaixonado pelo basquete e tinha como objetivo virar profissional, mas acabei indo fazer faculdade, e no Brasil é muito difícil conciliar educação e esporte em alto nível. 

NBB

- Como você enxerga o nível da Liga?

É uma boa Liga, que melhora a cada temporada. Sei que há muito a se criticar, mas atualmente a situação encontra-se mais organizada do que há algumas décadas. Ainda está longe do ideal, mas melhorou bastante. 

O NBB contribui para a formação de novos atletas ou as nossas categorias de base estão obsoletas?

O NBB tem seus campeonatos de base e cada vez mais incentiva o desenvolvimento de novos atletas. O basquete brasileiro, na sua formação, está bem atrás das demais nações basqueteiras do planeta.

- Atualmente, quem é o melhor jogador? Relate seu diferencial em relação aos demais.

A partir do momento que o Bauru contratou o Rafael Hettsheimer, passou a ter o melhor jogador da liga. Ele é um pivô extremamente técnico, bem superior à média.


BASQUETE (ESPORTE) NAS ESCOLAS

- Até anos atrás o Basquete era uma das atividades mais procuradas nas escolas. Por que a demanda caiu?

Sinceramente, não sei como está nas escolas. Posso falar pelos parques, onde costumo jogar, e lá a demanda não caiu. Nos finais de semana, futebol e basquete seguem como os esportes mais praticados no Brasil. 

- Qual o papel do esporte nas escolas?

O esporte precisa caminhar lado a lado com a educação, tem um papel importantíssimo que o Brasil ainda não percebeu. Aqui, o esporte é tratado unicamente como atividade lúdica,  não damos a oportunidade ao estudante de ter o esporte como algo para sempre na vida. Para isso, ele precisa procurar um clube. Isso é um erro. Precisamos criar ligas estudantis fortes e bem organizadas.

Blog Viva Hoje com Saúde 

NBA

- Atual campeão, o San Antonio Spurs possui a política de contratar poucas estrelas. Qual é o segredo do sucesso? O que falar de Gregg Popovich (treinador)?

Popovich é o melhor treinador da NBA e sabe selecionar jogadores como poucos na liga. Com isso, o time tem o padrão estabelecido há muitos anos e, mesmo trocando peças, não muda o estilo.

- Vários atletas renomados sequer conquistaram um título. Monte o quinteto titular dos jogadores sem “anel”.

Farei uma lista com os jogadores que vi jogar: John Stockton, Allen Iverson, Reggie Miller, Marl Malone e Patrick Ewing.

- LeBron, Irving e Kevin Love. Após perder a final em 2007, quão alto o Cleveland pode sonhar após a montagem do trio?

O mais alto possível. Entra na temporada como o principal favorito ao título, ao lado do atual campeão San Antonio Spurs. A dúvida é: Irving, Love e LeBron vão dar liga?

Twitter @Obispo__

- Maiores campeões, Boston e Lakers passam por um novo processo. Como você enxerga o cenário da próxima temporada para as duas equipes?

Vejo o Boston com melhores perspectivas a médio prazo do que o Los Angeles Lakers. Com o Kobe, não acho que o Lakers vão brigar pelo título novamente, falta elenco, apesar da ótima escolha no último Draft, o Julius Randle. O Boston tem um time mais jovem e acho que pode ter, já nesta temporada, uma campanha bem melhor. 

- Quem é o melhor jogador da Liga? Por quê?

Kobe Bryant é o melhor jogador da NBA da atualidade, mas considerando toda carreira. Ele é maior do que LeBron, mas no momento o jogador do Cleveland "está" melhor.


- Sou muito fã dos jogadores que atuam como armadores. Escolha os três melhores PG’s da Liga.

Hoje em dia já não temos mais PG's como antigamente, que pensavam o jogo e finalizam bem menos, casos de John Stockton e Jason Kidd, para ficar com dois exemplos mais recentes. Steve Nash é, talvez, o último deles. Dentro desse novo estilo de armadores principais, fico com Chris Paul (que mistura bem os dois estilos), Derrick Rose e Tony Parker.


MUNDIAL

- Mais experiente, bem ou mal, o Brasil tem um bom time. Quais as suas expectativas para os comandados de Rubén Magnano?

Acho que, assim como na última Olimpíada, o Brasil entra com chances de medalha. O basquete masculino é a atividade coletiva mais equilibrada do mundo. Dependerá muito de um jogo, uma noite doa dos principais jogadores. O time, com essa geração, terá na minha opinião a última chance de medalha. Em 2016, a idade já poderá pesar mais.


- Mesmo sem alguns dos astros da NBA, os EUA ainda são favoritos? Como diria o Alê Oliveira (ESPN), quais seleções você colocaria na prateleira de cima?

Sim, são os favoritos, mas com a Espanha lado a lado, principalmente por jogar em casa.

ESCOLHA PESSOAL

- Qual o melhor atleta que você viu/vê jogar? O que o diferenciava dos outros?

Michael Jordan, simplesmente por ser o maior de todos.


- O que deve ser feito para popularizar, novamente, o basquete no Brasil?

O Basquete continua popular, precisa de mais organização, principalmente na base.

domingo, 24 de agosto de 2014

Brasil...país do Vôlei. É Deca!!! É deca!!!

Foto: AFP

A seleção feminina de vôlei conquistou na manhã deste domingo, 24, o título do Grand Prix de Vôlei. As comandadas de Zé Roberto venceram o Japão (donas da casa) por três sets a zero e faturaram seu décimo título. É fato que, se pegarmos os resultados obtidos na "era" José Roberto Guimarães - que chegou ao comando da seleção em 2003 -, pouco será contestado e questionado, já que o treinador venceu sete vezes este torneio. Soberania!

Precisando vencer por 3x0 ou 3x1, que lhe renderia três pontos, o Brasil foi avassalador e impôs um volume de jogo absurdo perante as donas da casa, que precisavam vencer "apenas" dois sets para ficar com o inédito título. Destaque do jogo, Sheilla foi, mais uma vez, cirúrgica nas principais bolas e, como melhor jogadora do mundo (opinião pessoal), levou o Brasil a mais uma conquista ao anotar 16 pontos. As meninas comandaram o jogo desde o primeiro instante, só sendo incomodadas no último set, quando, empurradas pela torcida presente em Tóquio, as japonesas esboçaram uma reação. Com parciais de 25-15, 25-18 e 27-25, o brasil, enfim, comemorou o decacampeonato. O Grand Prix serviu de laboratório para o Mundial, que será realizado em Setembro.

Único título ainda não conquistado, o Mundial tornou-se obsessão para a geração que ganhou quase tudo. Vice em 2006 e 2010, quando caíram diante da Rússia, as jogadores sabem que podem fazer história caso vençam em 2014. O objetivo maior está por vir.

A campanha brasileira só não foi perfeita por causa do revés sofrido diante da Turquia, já no hexagonal final. Creio que esta derrota elevou o moral das meninas, dando a entender que, para vencer, precisariam fazer algo a mais. Após o susto, vitórias tranquilas e voleibol de alto nível. Vamos a campanha do Deca:

PRIMEIRA FASE (9 jogos: 9 vitórias)

Brasil 3x1 China
Brasil 3x0 Itália
Brasil 3x0 República Dominicana
Brasil 3x0 Coréia do Sul
Brasil 3x0 Rússia
Brasil 3x0 Estados Unidos
Brasil 3x2 Estados Unidos
Brasil 3x0 República Dominicana
Brasil 3x0 Tailândia

Após o fim da primeira fase, 1º lugar na tabela e vaga para a fase final.



HEXAGONAL FINAL (6 JOGOS; 5 VITÓRIAS)

Brasil 2x3 Turquia
Brasil 3x0 China
Brasil 3x0 Bélgica
Brasil 3x0 Rússia
Brasil 3x0 Japão



Time titular:

Dani Lins (Levantadora), Fabiana (Meio), Thaísa (Meio), Jaqueline (Ponteira), Fernanda Garay (Ponteira), Sheilla (oposta) e Camila Brait (Líbero).

Dani Lins, Fabiana e Sheilla foram eleitas as melhoras em suas respectivas posições.


domingo, 17 de agosto de 2014

Federer vence Ferrer e conquista o Hexa em Cincinnati



O suiço Roger Federer conquistou hoje, 17, o título do Masters 1000 de Cincinnati (EUA). Após dois anos de jejum, o melhor tenista de todos os tempos voltou a erguer uma taça da segunda competição mais importante do circuito. A "seca" que vinha desde 2012, quando coincidentemente sagrou-se campeão na mesma Cincinnati, foi interrompida com a vitória sobre o espanhol David Ferrer. Com parciais de 6/3, 1/6 e 6/2, faturou o hexa em "Cincy".

Após o vice em Toronto, uma semana atrás, o suiço entrou no torneio disposto a quebrar essa maldição que tanto o incomodava. As vitórias sobre Murray e Raonic vieram para dar maior confiança ao número 3 do mundo, que "gastou" seu tênis em solo estadunidense. A final foi dura e, ao contrário do que mostra o histórico de confrontos contra Ferrer - 15x0 -, quem tomou a iniciativa de agredir foi o espanhol. Em contrapartida, Federer está mais sólido no fundo de quadra, não tenta definir na três primeiras bolas e suas subidas à rede são a marca do "novo" estilo de jogar do suiço. A temporada na quadra dura/rápida tem sido proveitosa e impactante.

Foi o 80º título na carreira desse gênio do esporte, que, mesmo com seus 33 anos de idade, ainda encanta pelo seu estilo clássico de jogar tênis. O US Open, último Grand Slam do ano, terá início na semana que vem. Com Nadal ainda se recuperando de lesão e Djokovic oscilando além do normal, o nome de Roger Federer aparece entre os favoritos. Aliás, sem vencer o torneio desde 2008, entende-se que o suiço está sedento em quebrar mais um jejum. Sob a batuta de Stefan Edberg, ex-jogador e atual treinador do atleta, o jogo de Roger melhorou consideravelmente. Nada de subidas precipitadas à rede, descontrole ao trocar bolas  e falta de motivação. O "novo Federer" está mais focado, vibrante e, quem diria, jogando raquetes no chão. Só prova que o desejo de vencer ainda o estimula.

Nada disso representa um título antecipado, já que em uma partida melhor de 5 sets as histórias são outras. Mas convenhamos que o troféu em Cincinnati servirá como grande fator motivacional. Parabéns, The King!


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Seleção do Mundial 2014


Escolher os melhores do mundial sempre rende bons debates, pensamentos diferentes e, por vezes, discussões mais acaloradas sobre o que é (ou não) justo. Tentei utilizar critérios técnicos e de cunho decisivo. Eis os escolhidos.


Manuel Neuer (Alemanha) - Goleiro

Escolha difícil, já que K. Navas fez um brilhante mundial, operando verdadeiros milagres. Se Neuer não fez tantas defesas quanto o costarriquenho, mostrou-se importante nos momentos cruciais da fase final. Seguro, frio e...líbero. Não dá para desconsiderar sua brilhante atuação contra a Argélia, onde foi um verdadeiro líbero. E as defesas milagrosas contra a França? Neuer, sem nenhuma dúvida, é o melhor goleiro do mundo. Se o futebol alemão passou por uma profunda mudança, o mesmo pode ser dito em relação ao goleiro do Bayern de Munique, que aperfeiçoou seu futebol. Goleiraço!

Philipp Lahm (Alemanha) – Lateral-direito

Começou a copa no meio, mas quando Löw deixou a teimosia de lado, Lahm foi gigante nas três partidas em que atuou em sua posição de origem. Debuchy (França) fez um ótimo mundial, mas Lahm é diferenciado: sabe encontrar espaços quando o adversário fecha os lados, controla bem o ritmo da partida, incisivo, técnico. O melhor do mundo em sua posição.

Ron Vlaar (Holanda) – Zagueiro

Se a eleição tivesse sido feita até as quartas de finais, eu teria colocado David Luiz ou Kompany. No entanto, as fases mais agudas possuem um poder de exigência acima do normal. Vlaar não é nenhum prímor de zagueiro, mas passou no teste. Não é rápido, mas possui bom posicionamento. É incrível o comportamento do holandês no mano a mano, sem afobação. Passou três partidas dando aula de posicionamento tático.

Mats Hummels (Alemanha) – Zagueiro

Zagueiraço! Falo desse cara desde 2010, quando fiz um texto sobre o Borussia Dortmund. Que Copa do Mundo estupenda fez Mats Hummels. Além de defender muito bem, é perigosíssimo nas bolas aéreas – tanto é que fez dois gols. Mesmo não sendo dos mais rápidos, Mats soube se colocar muito bem dentro do esquema e fez a leitura perfeita dos adversários. Vale lembrar que, antes do mundial, ele e o treinador tiveram uma “discussão” que o levou ao banco de reservas.

Daley Blind (Holanda) – Lateral-esquerdo

Lateral ou zagueiro? Blind atuou de maneira impecável nas duas posições, já que sua seleção jogou com 3 defensores. Enquanto ala, mostrou aos demais qual deve ser o verdadeiro comportamento de um cara que sabe aproveitar os espaços pelos flancos. Boa visão de jogo, qualidade no passe, ótimo posicionamento e obediente taticamente.

Javier Mascherano (Argentina) – Volante

“Masch” surpreendeu pelo bom futebol apresentado. Foi o capitão do time, mesmo atuando sem braçadeira. É bem verdade que ele chega mais duro em várias divididas. No entanto, o que vimos durante o torneio foi um volante que desarmou, fez bons lançamentos e deu a vida em todos os jogos. O estereótipo de “brucutu”, ao menos na copa, não pode ser relacionado ao futebol desempenhado pelo atleta.

Toni Kroos (Alemanha) – Volante

Volante? Kroos foi o armador de sempre. As jogadas da campeã mundial passaram, insistentemente, pelos seus pés. Sua visão de jogo privilegiada rendeu boas ações aos alemães. Sua chegada em gol foi comprovada com gols, chutes de fora e passes precisos. Se Schweinsteiger foi o pulmão/coração do time, Kroos foi o cérebro da Nationalmannschaft. Jogador moderno, que defende e ataca com a mesma qualidade.

Arjen Robben (Holanda) – Meia-atacante -MELHOR JOGADOR DA COPA

Melhor jogador da Copa. Mesmo que a FIFA não o tenha escolhido, Robben foi o momento de esplendor do bom futebol. Dribles, fortes arrancadas, decisivo, etc. Não há como contestar o futebol desse cara que buscou a condição de “solista” em todas as partidas. Marcação apertada? Bola para o camisa 11. Contra-ataque em velocidade? Bola nele. Não se escondeu em nenhum momento, mesmo com fortes marcações. Foi, sim, o protagonista sem tanta grife, mas com o futebol sendo jogado de maneira requintada, para cima e alegre.

James Rodríguez (Colômbia) – Meia

Que canhotinha mortal é essa, James? A alegria de jogar esteve em seus pés, nas dancinhas após os gols e nas nrilhante jogadas desse ótimo jogador. Artilheiro da Copa com 6 gols, James fez gol em todas as partidas da Colômbia durante a competição. Por vezes sonolento atuando pelo clube, Rodríguez jogou a Copa ligado na 220, conduzindo sua equipe às fases mais agudas da copa.

Lionel Messi (Argentina) – Meia-atacante

Não foi o Messi que todos esperavam, mas foi decisivo em alguns jogos. Messi viveu de suntuosos lampejos durante o mundial. No entanto, todo gênio prova que precisa apenas de uma bola para mostrar seu poder de definição. Muito bem marcado nas partidas, faltou ao camisa 10 um pouco mais de incisão e domínio do próprio futebol. Apesar desses “problemas”, Messi foi perigoso em chutes e em esporádicas arrancadas – vide o lance contra a Suiça.

Thomas Müller (Alemanha) – Atacante

Outro bom valor dessa ótima geração alemã. Após duas copas disputadas, Müller já anotou 10 gols, e aparece como a principal ameaça para tomar o "reinado" Klose, recordista de gols (16) em copas. O camisa 13, herdeiro de Gerd, não para em campo. Direita, esquerda ou centro, lá está Müller se movimentando e dando opções aos companheiros. Já demonstra a frieza de um veterano, mesmo com seus 24 anos.

REVELAÇÃO - Memphis Depay (Holanda)


Mais um voto que me causou dúvidas. Depay ou Pogba? Fiquei com a ousadia dessa moleque bom de bola. Técnico, veloz e trabalhando para o time. Fez dois gols, deu assistência para gol e mostrou seu bom futebol.

TÉCNICO – Joachim Löw (Alemanha)


Ok, pode ser fácil escolher o campeão para melhor treinador, mas não é. Van Gaal foi muito inteligente ao explorar, taticamente, todos os seus jogadores durante o torneio. No entanto, pelo longo trabalho, e principalmente por abrir mão dos seus dogmas (caso Phillip Lahm), fico com o Löw.

Golaço da Copa – James Rodríguez vs Uruguai

domingo, 25 de maio de 2014

Roland Garros 2014: Nadal é favorito, mas não como antes


Finalmente chegou o momento de assistirmos Roland Garros. O Grand Slam mais charmoso, cansativo, e que tem em Rafael Nadal o “dono” da terra batida, teve início hoje, 25. O espanhol já venceu o torneio em oito oportunidades. A única derrota de “Rafa” aconteceu em 2009, quando caiu diante do sueco Robin Söderling. Diferente dos anos anteriores, quando era amplamente favorito, o “Touro Miúra” começa a enxergar fortes concorrentes que podem  quebrar essa hegemonia por ele (Nadal) criada.

O ano de 2014 notabiliza-se pela intensa competitividade, ascensão de alguns novatos e pelo extremo equilíbrio durante os torneios que antecederam RG. Nadal é favorito? Sim! No entanto, ao constatarmos os resultados obtidos até o momento, percebe-se que o espanhol vem tendo dificuldades até mesmo no saibro. A grande questão é: quem será capaz de vencê-lo em uma partida  melhor de 5 sets?

FAVORITOS

Foto: Getty Images
Nadal: Mesmo com algumas dificuldades, principalmente em seu backhand, é o homem a ser batido. O espanhol parece se transformar em um bicho de sete cabeças ao jogar em Paris.

Djokovic: o sérvio vem batendo na trave. No entanto, pela regularidade, é quem possui maiores chances de vencer “Rafa”. Basta lembrar que em 2013 os dois travaram um embate de 5 sets, onde Djoker vacilou em momentos cruciais. Mais centrado e abusando das bolas com bastante spin, o número 2 do mundo está correndo atrás do único Slam que lhe falta.

NÃO ESQUEÇAM DELES

Wawrinka: o suiço atravessa o melhor momento em sua carreira. Campeão do Australia Open, Wawrinka pode encarar qualquer tenista. O fraco rendimento nas últimas semanas é preocupante, mas, em condições normais, também é um dos favoritos.

Federer: como não colocá-lo entre os favoritos? Em boa fase, Roger elevou seu tênis após ter trocado de raquete. Mesmo com as conhecidas “viajadas”, está faminto por uma conquista  de GS que não vem desde Wimbledon 2012.


Ferrer: esse espanhol é danado. Aproveitando o foco sempre voltado para os “queridinhos”, David sempre belisca uma semifinal, final. É duro vencê-lo sem precisar lutar.

OLHO NELES!!!

Grigor Dimitrov: chamado de o “novo Federer”, o búlgaro cresceu muito no circuito. Precisa ajustar a parte mental. Puro talento!!!

Kei Nishikori: o “japonês voador” pode encarar, de igual para igual, qualquer tenista top 5. A única dúvida encontra-se em sua parte física.

Milos Raonic: dono de um potente saque, o canadense possui um vasto repertório de golpes. Seu nível no saibro subiu de forma impressionante.

INCÓGNITAS:
Alguns tenistas possuem raro talento, mas são de “lua”. Caso estejam em um dia iluminado, podem surpreender. Exemplos: Murray, Berdych, Tsonga, Fognini, Cilic, Youzhny, Gasquet, Almagro, Dolgopolov, Janowicz.


SITE OFICIAL DO TORNEIO: quer informação de qualidade? Acompanhe resultados e estatísticas através do site oficial. http://www.rolandgarros.com/en_FR/index.html

domingo, 27 de abril de 2014

Rio sofre "apagão" no 3º set, mas mantém hegemonia na Superliga


O Rio de Janeiro conquistou na manhã deste domingo, 27, o título da Superliga Feminina de Vôlei. As comandadas de Bernardinho superaram o ótimo time do Sesi, que havia eliminado o poderoso Osasco nas semifinais. Com parciais de 21/11, 21/12, 13/21 e 21/16, faturaram o caneco. Mesmo sem ter o melhor elenco, as cariocas contaram com a mescla de experiência e juventude e, sob a batuta da levantadora Fofão, conquistaram seu 9º título.

Jogando em casa e contando com o apoio incondicional da torcida, massacrou o time paulista nos dois primeiros sets. O saque foi o grande aliado do Unilever, que montou um bloqueio pesado, sem dar chances ao oponente. O volume de jogo, tão trabalhado por Bernardinho, fez com que Fofão tivesse total liberdade para escolher as várias opções de ataque. Mesmo tendo um time capaz de superar adversidades, o Sesi deu sinais de que sentiu a pressão no momento de disputar sua primeira final de Superliga. Irreconhecível em quadra, as paulistas sequer ameaçaram suas adversárias nas duas primeiras “etapas” da decisão. Por outro lado, o Rio de Janeiro jogou de maneira livre, leve e solta.

Foto: Marcio Rodrigues  MPIX

O terceiro set proporcionou alguma emoção. Afinal de contas, o amante do esporte quer ver uma grande decisão. Mais ligado em quadra e forçando o saque em Mihajlovic, o Sesi abriu 11-1 e foi administrando a situação. Talmo (Técnico) tirou Ivna, que esteve irreconhecível, para colocar Pri Daroit como ponteira passadora, e algo mudou. Já Bernardinho, nervoso como sempre, foi preservando suas principais atletas para o 4º set.

Quando o “bicho pegou”, a concentração voltou. Fofão, que passou por sérias lesões durante a temporada, distribuiu seu arsenal de bolas precisas, fazendo o time rodar e elevando o seu voleibol ao máximo. A torcida empurrou ainda mais e, ávido pelo título, o time não deu oportunidades de crescimento ao Sesi. Gabi, mesmo com apenas 19 anos, demonstrou a maturidade de uma veterana. Carol, considerada “baixinha” para jogar como central, deu aula no bloqueio. E o que falar de Fofão? Com 44 anos, superando a rotina cansativa, e dando o exemplo de profissionalismo as mais jovens, não conteve as lágrimas após mais uma conquista em sua BRILHANTE CARREIRA, e foi eleita a melhor jogadora da final. De forma “desacreditada”, em função da campanha feita na primeira fase, a equipe modificou sua trajetória dentro do torneio e ergueu, merecidamente, o troféu. Sabendo das limitações existentes em seu elenco, Bernardinho soube, mais uma vez, extrair o melhor de todas as atletas.

                                                                           Foto: Marcio Rodrigues  MPIX


Menção honrosa ao time do Sesi, que passa longe de ter o melhor elenco. Mas o que essas garotas fizeram durante o torneio, eliminando o Osasco, foi surreal. Sabe aquele time que começa a se acostumar com grandes jogos? Pois é! Se houver investimento e continuidade no trabalho, não há como duvidar de que muito em breve essa equipe terá totais condições de ser campeã.

Se o Osasco tinha o time de estrelas, o Rio mostrou que o aspecto coletivo faz muita diferença na hora “H”. Há quem diga que essa hegemonia é chata, faz mal ao voleibol brasileiro. Penso diferente. Mesmo tendo o elenco inferior a Osasco, e em pé de igualdade com Campinas, comprovaram que empenho e dedicação fazem parte do jogo. Parabéns, Rio! Título mais do que merecido. 


sábado, 19 de abril de 2014

Sesi elimina o poderoso Oscaso e vai à final da Superliga

(Foto: Alexandre Arruda / CBV)

Pela primeira vez, desde 2004, a final da Superliga Feminina de Vôlei não será disputada entre Osasco e Rio. O Sesi-SP eliminou o "dream team" do Osasco e, de quebra, garantiu vaga na final. Antes de qualquer coisa, não foi sorte. Sim, pode-se dizer que foi uma surpresa, principalmente pelo confronto ter sido decidido em duas partidas, mas a equipe comandada por Talmo foi valente nas duas decisões, não desistiu em nenhum momento e recebeu a merecida recompensa.

Antes do confronto ser realizado, muitas pessoas, inclusive esta que vos fala, imaginou que o Sollys passaria para a final sem tantas dificuldades. Porém, tal fato passou longe de acontecer. Até então invicta na competição, a "turma" de Sheilla e companhia ligou o sinal de alerta ao perder em casa, com uma atuação monstruosa de Fabiana. Se do outro lado existe um time repleto de estrelas, a equipe do Sesi porde ser descrita como valete e aguerrida. Igualou o volume de jogo (defesas), apostou no entrosamento entre Dani Lins e Fabiana e, acima de tudo, não desistiu do confronto. 
Bloqueio de Fabiana e Dani Lins para cima de Sanja (Foto: Alexandre Arruda / CBV)

A partida de hoje foi digna do melhor voleibol do mundo. Defesas espetaculares, vários "ralis' e a preconização do respeito entre ambos os times. Se Ivna não conseguiu se destacar, Talmo optou por Pri Daroit para equilibrar as ações do jogo. Mesmo demonstrando nervosismo em alguns lances fáceis, as garotas do Sesi correram atrás da classificação, salvando cinco match points. A grande estrela? Fabiana! Mas como não salientar a frieza da Suelle; a determinação da Bia; ousadia da Dani Lins; e o tempo de bola perfeito de Suelen, que mesmo acima do peso, provou que pode atuar em alto rendimento.

As parciais da partida? 19-21, 21-16, 8-21, 22-20 e 17-15. Não há como abordar aspectos táticos. O que se viu, além de superação, foi a incrível determinação de uma equipe disposta a acabar com a hegemonia de Osasco e Rio, em finais. No 4º set, viraram o placar adverso de 20 a 18. No 5º set, quando o marcador apontava 14-11 para o adversário, Talmo passou segurança e deixou as atletas tranquilas para executarem, corretamente, os golpes necessários. Como não dar moral para um equipe assim? O apoio da torcida, em uníssono, foi de fundamental importância para que essas meninas pudessem superar quaisquer obstáculos. Quem poderia imaginar que a série seria vencida por 2x0? Pouquíssimas pessoas. A evolução do time é latente e, já pensando na final, não tomem como surpresa uma possível vitória na final, contra o Rio, em pleno Maracanãzinho.