quarta-feira, 5 de maio de 2021

Chelsea vence o Madrid e vai à final da Champions



Para a surpresa de muitos, incluindo este que vos fala, o Chelsea é finalista da Champions League. Os comandados de Tuchel venceram - com autoridade - o Real Madrid por 2x0, em Stamford Bridge, e agora sonham com o duelo em Istambul contra o Manchester City.

Ontem, por volta das 22 horas, conversei com um amigo sobre o cotejo. Ele, em seu estado mais 'frasista' possível, soltou: "camisa ganha jogo". Claro, referindo-se ao madrid. Ressaltei, no ato: "não se o adversário for realmente superior". E foi exatamente o que vimos nos dois confrontos da semifinal, um amplo domínio e controle dos blues. Não há como retirar os méritos do Chelsea.

Se hoje o time se comporta de maneira extremamente confiável,  o cenário era de total incerteza, especialmente com a demissão de Frank Lampard em janeiro. Tuchel resgatou alguns aspectos técnicos e táticos que potencializaram ainda mais um time excepcionalmente jovem. Sim, o clube resolveu apostar no futuro, em jovens como: Mason Mount, Chilwell, Reece James, Havertz, Pulisic, Werner etc. Apesar das oscilações que resultaram na saída de Frank, o time está na final da FA Cup (eliminando o City), ocupa a 4a colocação na Premier League e, obviamente, finalista da Champions League.

Aliás, o clube londrino manteve-se firme e forte durante toda a campanha do torneio europeu: líder na fase de grupos; passou com autoridade pelo Atlético de Madrid nas oitavas; controlou o Porto nas quartas; dominou o Real Madrid nas semis. Logo, apesar da surpresa por causa de outras equipes em tese mais superiores, o Chelsea disputará sua terceira final do principal torneio de clubes do mundo. Vice em 2008, campeão em 2012, agora é o momento de consolidar - ainda mais - esse projeto que vem láaaaa de 2003.  

terça-feira, 4 de maio de 2021

City, enfim, finalista da Champions


Aconteceu!

O Manchester City, enfim, é finalista da Champions League. Após duas vitórias excepcionais contra o PSG, o clube inglês chegou ao destino tão sonhado.

Apesar do investimento pesado, especialmente após o título da Premier League em 2011/2012, o caminho até a tão sonhada final européia não foi fácil. Jogadores e técnicos foram severamente culpados pelos fracassos, seria preciso um nome de peso. E veio em 2016: Guardiola.

Pep chegou com a pompa de Salvador da Pátria, do cara ideal para comandar o processo. Dominante no cenário local, o técnico catalão tropeçou quatro vezes no trajeto à final, sendo inclusive chamado de fracassado neste aspecto. Quanta bobagem dos que se apegam apenas ao resultado final, sem sequer olhar para a obra em andamento. 

Claro, o City tem dinheiro, ótimos jogadores, uma excelente infraestrutura. Sendo assim, nada mais natural do que imaginá-lo como dominante no continente europeu. As feridas ficaram ainda mais escancaradas após as eliminações para Mônaco, Liverpool, Tottenham e Lyon. Os olhares - outrora brilhantes para os comandados de Guardiola - remetiam ao status de desconfiança para a temporada 2020/2021.

Eis que o time encaixou, se ajustou no transcorrer das partidas, virou um porto seguro aos mais reticentes. De Bruyne é gigantesco; Ruben Dias caiu como uma luva, elevou o nível da defesa; Gundogan jogando muito; e Mahrez em fase magnífica. Só me resta aplaudir de pé. 

Disto isto, é esperar o vencedor de Chelsea e Real Madrid, para aí sim imaginar o que fazer em Istambul. Ou melhor, é continuar fazendo o de sempre: me encantando. 

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Barça derrapa em casa contra o Granada

 



A semana foi desenhada para o Barcelona assumir, pela primeira vez, a liderança em La Liga. Com o empate do Real Madrid, e a derrota do Atleti contra o Athletic Bilbao, bastava ao barça vencer o Granada em casa. Entrementes, não ocorreu.

Na temporada tão conturbada e repleta de confusões, o clube catalão ousou sonhar com o doblete (dois títulos). Mas, para isso, seria necessário superar o Granada, que quase complicou a vida dos blaugranas em janeiro, em partida válida pela Copa do Rei. Ou seja, a situação era mais complicada do que se imaginava - especialmente pelo ótimo trabalho feito pelo técnico Diego Martínez.

Primeiro tempo mais intenso, com Messi abrindo o placar após ótima tabelinha com Griezmann. O time seguiu criando oportunidades e, como vem acontecendo corriqueiramente na temporada, desperdiçando-as. Mas até aí estava tudo bem. Eis que os visitantes mudaram a postura na segunda etapa, especialmente com jogadas pelos lados do campo, explorando ao máximo a faixa direita da defesa catalã. Foi assim que os Nazaríes viraram o jogo, sobretudo com a baixa intensidade por parte do Barcelona no momento da marcação. 

Bem, é incrível como os comandados de Koeman - expulso no segundo tempo - não sabem finalizar/matar as partidas. Um certo tipo de sofrimento por vezes sem necessidade. Méritos ao Granada, que soube aproveitar as oportunidades dentro sua ideia de jogo, dentro daquilo que lhe era possível. Quanto ao culés, não dependem mais de si para faturar a Liga. Restam cinco jogos, não há tempo para lamentar.