sábado, 5 de agosto de 2017

Em jogo morno, Bayern vence o BVB pela Supercopa alemã




O Bayern de Munique sagrou-se campeão da supercopa alemã ao vencer o Borussia Dortmund em pleno Signal Iduna Park. Após o empate no tempo normal em 2x2, os bávaros foram mais eficientes nos pênaltis, garantindo a taça ao vencerem por 5x4. 

A partida demonstrou fraquezas das duas equipes, sobretudo no aspecto defensivo. Vários foram os momentos em que as linhas defensivas mais pareciam verdadeiros buracos. Pelo lado aurinegro, Dembélé infernizou Rafinha; Kimmich, por sua vez, "sambou" para cima da fraca e permissiva marcação de Zagadou. Favoritos ao título da Bundesliga, as equipes mostraram os porquês da fraca pré-temporada. É bem verdade que a equipe da baviera sofreu com os diversos lesionados: Neuer, Boateng, Alaba, Thiago, Gotze, Robben. No entanto, esperava-se mais de um clássico que ultimamente proporcionou grandes embates. 

Os aurinegros saíram na frente, gol de Pulisic, após vacilo de Martínez; pouco tempo depois, em jogada tramada nas costas de Zagadou, Lewandowski só empurrou a bola para o fundo das redes de Burki. Já na etapa derradeira, com o aspecto físico sendo fator primordial, Lewa teve a chance de fazer o 2x1, mas, ao desperdiçá-la, viu Aubameyang colocar os aurinegros à frente do placar no lance seguinte. Muitas mudanças, pouco futebol. Eis que, num bate-rebate, já no fim da partida, o Bayern empata e leva a partida às penalidades máximas. Pobre Piszczek, autor do gol contra. 

Ambos precisando erguer a taça para dar garantias aos torcedores. O Borussia esteve à frente do marcador quando Burki defendeu o chute de Kimmich; mas Ulreich defendeu as cobranças de Rode e Bartra, garantindo o título à equipe da Baviera.  https://www.youtube.com/watch?v=oxU-f_RjTUY 

Sinceramente? Mesmo sem acreditar que pré-temporada seja parâmetro para avaliações mais rigorosas, creio que o Bayern precisa melhorar no aspecto "conjunto". Já o BVB, com suas limitações, tende a contratar alguém que seja capaz de produzir bons passes para Aubameyang...apenas Dembélé não dá. 

Festa bávara na cara da Muralha Amarela. 

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Neymar no PSG: os "desafios" de um autêntico ambicioso



A grande contratação da temporada gerou diversos debates sobre as escolhas, certas ou erradas, de Neymar Jr. Economicamente falando, não restam dúvidas de que o brasileiro fez o correto. Independentemente do tal "desafio', o craque fez sua opção quando trocou o Barcelona pelo PSG.

Neymar chegou ao clube catalão falando manso, reiterando os dizeres de que realizara seu sonho de infância. Perguntado sobre Messi, ainda em 2013, afirmou que transferiu-se aos blaugranas para continuar a ajudar o argentino na concorrida batalha pelo prêmio de melhor do mundo. Quatro anos depois, cá estamos em Agosto de 2017, e o "menino" da terras brasilis resolveu modificar seu rumo.

Foram quatro temporadas vestindo a camisa do Barcelona; vários títulos - dentre eles a tão sonhada Champions League -; golaços; a perspectiva de ser ídolo. Sim, tornara-se querido pela torcida, sobretudo pelo trio mortal que formou com Messi e Suárez. Parecia que tudo se encaminharia para que Neymar, finalmente, vislumbrasse o que sempre negou desde o instante em que foi jogar na Europa: protagonismo.

Não sou de guardar mágoa, tampouco desmerecer o que foi feito. Contudo, a forma como a negociação foi conduzida, mediante silêncio e expectativas, deixou uma ferida imensa no coração de quem torce, há 20 anos, pelo barça. Entretanto, respeito a decisão tomada pelo atleta. Talvez pudesse ter sido melhor conduzida...fazer o quê?

Lembra do "vim pelo desafio", "nunca quis ser protagonista"? Frases estas que voltaram a ser repetidas pelo jogador quando já vestira a camisa do clube francês. Minutos depois, em entrevista à ESPN, disse algo do tipo: "ser melhor do mundo é algo que todo jogador sonha". Contradições!!! Mas convenhamos que ele precisa mesmo chegar de forma humilde e galgar seus objetivos. Caso realmente almeje o prêmio de melhor do mundo, terá de vencer a UCL. Contrato de cinco anos, PSG pagando 222 milhões de euros ao barça, e o ousadia e alegria rumou à capital francesa.

Penso que os melhores devem sempre jogar com jogadores do mesmo nível. Citaram K. Durant como algo comparativo. Bobagem! Kevin saiu de um puta time em que era "o cara", para em 2016 juntar-se aos GSW, o melhor time da NBA. Neymar poderia, em breve, realizar o sonho da bola de ouro. Mas convenhamos que em Paris ele vestirá a 10, protagonista, cobrará faltas e pênaltis, ficará à vontade com os brasileiros que lá atuam, será "apenas" o patrão de um clube que deseja, incontrolavelmente, ser reconhecido por grandes feitos.

Quanto ao barça, que procure alguém. Mas não para substitui-lo, pois será algo praticamente impossível. Deve-se pensar no coletivo, contratando peças pontuais com a grana que terá em mãos. Já Neymar JR., camisa 10 do Paris, terá de nos mostrar ser capaz de conduzir seu novo clube a outro patamar.

Ah, Parça, você fará falta. Mas, diferente do respeito que tive ao entender seu desejo, espero que nunca cruze o caminho culé. Garanto que o clima será o pior possível.


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Entrevista com Ariel Palácios

A conversa de hoje é com o Ariel Palácios, correspondente da GloboNews na Argentina. Abordamos, em sua totalidade, assuntos esportivos. Boa leitura.




- Ariel conte um pouco sobre sua vida/carreira.

Nasci em Buenos Aires, mas fui criado no Brasil (São Paulo, Londrina). A estimativa era ficar pouco tempo, mas foi passando, passando, passando. Com meus 7, 8 anos tive a ideia de fazer arqueologia, mas não havia campo para isso. Fosse no Peru ou México, tudo bem. Desisti disso e pensei em ser historiador, mas meus pais logo disseram que eu morreria de fome. E aí, por uma série de circunstâncias, acabei fazendo jornalismo em Londrina.
Confesso que se existisse, à época, a faculdade de Turismo em Londrina, eu teria ido por esse caminho. 

Fiz jornalismo para escrever sobre o mundo, e anos mais tarde trabalhei no El Pais (Madrid). Voltei e decidi passar as férias em Buenos Aires com minha namorada, hoje minha mulher. O que deveria ser momento de lazer tornou-se praticamente uma proposta, pois encontrei um colega do jornal El Pais, que me avisou sobre a possibilidade de ser corresponde brasileiro em Buenos Aires, pois em 1995 só tinha a Gazeta e Folha de São Paulo com essa proposta. Liguei para o Estadão, na louca, mas foi dando certo. Poucos meses depois veio a rádio CBN e a Eldorado, e após isso a GloboNews. Para finalizar, comecei a participar do Redação Sportv. Então, comecei em 1995 pelo O Estado de São Paulo, e em 1996 nos canais GloboNews.


- Nosso futebol está totalmente entregue aos facínoras da CBF. Quais seriam as saídas para reverter os 7x1 que tomamos todos os dias? (Estrutura, profissionalização, planejamento etc)

Confesso não ter seguido, em absoluto, a questão do futebol brasileiro desde que saí do país (em 1995). Mas de uma maneira geral, a América do Sul é um drama, com a cartolagem funcionando como uma tremenda burocracia estatal. Decisões são tomadas não por eficiência esportiva, mas sim na politicagem. Imagino que o Brasil não deva ter mudado quanto a isso, sem renovação de lideranças esportivas, com aquela coisa monárquica e lenta.

É um problema desde a profissionalização do esporte. O futebol deixou de ser uma atividade com comportamento cavalheiro, em que as pessoas respeitavam as regras. Deixou de ser um jogo em equipe para se tornar um esporte de estrelas. O futebol está em crise moral e administrativa faz 70, 80 anos. Décadas atrás havia uma identidade do atleta com o clube, bairro e cidade. Não existe mais esse vínculo afetivo nos dias atuais.

- Sabemos sobre a rivalidade futebolística Brasil x Argentina. Mas é verdade que os Hermanos preferem um embate, em Copa do Mundo, com os ingleses? Por quê?

Na verdade, entre 1910 e 1970, a ÚNICA rivalidade era com o Uruguai. Foi quando entrou, na década de 1980, a disputa com o Brasil. Porém, em 1982, com a Guerra das Malvinas, surge o embate com a Inglaterra. E isso foi além do futebol, pois tornou-se uma rivalidade geopolítica. Hoje em dia, se o argentino tivesse que escolher uma final contra algum país, seria com os ingleses.

No caso do Uruguai, é a mais antiga que existe, por tempo acumulado. Com o Brasil é mais nova, que foi alimentada com Pelé x Maradona, mas o Diego é carta fora do baralho desde metade dos anos 1990. Por outro lado, os argentinos adoram o Brasil: os argentinos adoram a música, as praias, a cultura brasileira. Os homens argentinos, especificamente, são fascinados pelas mulheres brasileiras. Há uma admiração generalizada sobre o Brasil na Argentina. E o sonho de alguns, naquela coisa idílica, seria abrir um boteco/pousada na praia. E essa inimizade no futebol deu uma caída porque o desempenho argentino nos últimos 25 anos não rendeu bons resultados, logo o interesse por essa atividade vai diminuindo.


- Certa vez, em entrevista, você chegou a dizer que o Maradona é racista, homofóbico e nada fez pelas pessoas que habitam em seu bairro de origem. Como você classificaria, hoje, a relação do povo com o Diego?

Sim, o Maradona é totalmente egocêntrico. Levando para o lado pessoal, é racista (muitas declarações racistas), altamente homofóbico, é misógino, sonegador de impostos – tendo sido processado quando atuou na Itália.

O Diego, politicamente falando, é camaleônico. Já respaldou, quando muito novo, a ditadura militar. Em seguida, respaldou o governo liberal do Carlos Menem. Continuando, também ficou ao lado do De La Rúa na campanha de 1999. Após isso, respaldou os protestos ruralistas contra a Cristina, mas em seguida ficou ao lado dela. Paralelamente, apoiava o neoliberalismo do Menem, mas ficou ao lado do Fidel Castro. Ele joga nas duas pontas.

Chegou a apoiar, por vezes, as ações das Avós da Praça de Maio, aquela organização de defesa dos direitos humanos que visa encontrar pessoas desaparecidas durante a ditadura. E tal instituição possui um banco de dados genéticos. Na contramão e contradição disso, Diego se recusou a fazer exames para comprovar, ou não, acusações sobre supostos filhos.

Outro aspecto do Maradona, ao contrário do Messi: nunca fez nada pelo Bairro Villa Fiorito (município de Lanús – Zona Sul da grande Buenos Aires), local em que nasceu. E ao contrário do que dizem, não é uma favela, e sim um bairro operário. Ele é um embaixador da aristocracia/neoliberais no Golfo Pérsico, e ao mesmo tempo faz campanha ao governo do Nicolás Maduro (Venezuela). Então, quer dizer, não é um cara engajado na defesa dos trabalhadores. Pode ter sido um excelente jogador, não nego. Mas como pessoa, a lista de dados diz exatamente o oposto.

- Como funciona o financiamento (governo/clubes) para as Barra Bravas?

Isso vem de anos, com coisas mais improvisadas, uma espécie de jagunções ao lado dos cartolas. Participavam de briga de torcida, mas sem ativismo. A partir dos anos de 1970 ficou mais forte, com essas pessoas fazendo trabalhos para a ditadura e denunciando os críticos ao regime militar – jogadores, por exemplo. Cresceram na década seguinte, e foi a partir dos anos de 1990 que começaram a ter maior controle nas áreas de vendas dos estádios. Quer dizer, o cara tinha lá seu carrinho de cachorro-quente e tinha de pagar uma espécie de licença aos Barra Bravas para poder trabalhar. Expandiram-se principalmente com a ditadura, e são usados por vereadores, prefeitos, como leões de chácara em campanhas.

-  O que aconteceu nos arredores do Monumental de Nunez durante a copa de 1978? (Pleno Regime Militar).

Pessoas foram torturadas nas imediações do Monumental – 10 quadras para ser exato -, e muitas dessas atrocidades foram feitas durante os jogos da Copa de 1978. 

- Qual a herança – se é que existe – da gestão de Julio Grondona à frente da AFA?

O cara comandou o futebol de 1979 até sua morte, em 2014. Ou seja, conseguiu ficar no poder, apesar de ter vencido apenas uma Copa, com muitas greves de jogadores, desvios de fundos e escândalos de corrupção. O saldo é deficitário, não há nada positivo. E apesar de tudo isso, manteve-se no poder, principalmente no governo da Cristina Kirchner, basicamente por intermédio da estatização das transmissões de futebol, com dinheiro do governo destinado aos cartolas. Dinheiro esse que sumiu. A herança é a estrutura mafiosa, com péssima administração. A AFA sempre funcionou mal. Uma bagunça.

- O brasileiro não sabe valorizar seu ídolo. Na Argentina a situação é inversa. Del Potro, Messi e Ginobili são exemplos mais recentes. Como funciona essa simbiose entre o fã e o ídolo? É apenas no esporte?

Há uma relação, dependendo do caso, bem doentia. E nem falo isso no aspecto esportivo. Aqui a relação política é intensa. O simpatizante de um político, por muitas vezes, é mais fanático – longe, longe, longe – do que no Brasil. Nem se compara. No esporte, tudo bem. Por muito tempo não se fez qualquer tipo de crítica ao Maradona. Mas hoje, após tudo o que ele fez, admite-se julgamentos.

 Então depende muito, porque o Messi foi muito criticado por anos, e só após declarar que poderia se aposentar da seleção, foi que a ficha caiu – dissociação entre realidade e imagem. Essa paixão se alastrou para outros esportes, por exemplo, o tênis, que possui uma torcida enorme.

- Com relação ao Messi, ele realmente está no patamar do Maradona ou já o ultrapassou?

Não costumo fazer essas comparações, pelo fato das posições e funções diferentes. Porém, avalio que o Diego sempre foi muito egocêntrico, puxando para o lado individualista. Já o Messi expande mais o lado coletivo. Maradona fala muito na 3ª pessoa, batia no peito e quem brilhava era apenas ele. Já o menino de Rosário não tem problema em dividir a glória com os demais companheiros. O Messi brilha e faz com os outros também consigam isso, domina o jogo. Maradona jogava muito para ele. 

- Prometi não abordar o cenário político, mas convenhamos que é praticamente impossível. Quais as avaliações dessa transição para o governo Macri, e o que esperar do mesmo? 

Sou muito cético sobre políticos. A crise continua, se agravou, e o futuro econômico é um mistério. A inflação continua, mesmo com uma leve reduzida agora. Então, talvez para 2017, a recessão termine no 2º semestre, mas sempre levando em conta o "talvez".

O governo Kirchner foi bom nos primeiros quatro anos, para tirar o país da crise, que já havia começado no final do governo Eduardo Duhalde. Após isso, mancada e mais mancadas. Por um lado, os argentinos estão aliviados pelo término do governo Kirchner, mas olhando o outro, não. O pessoal acha que as coisas são binárias.  No Brasil, por exemplo, acreditam que há uma mudança da água para o vinho. Terminou o mandato da Cristina, mas não quer dizer que a população esteja entusiasmada com o Macri. Não! Uma coisa é alívio, outra coisa é entusiasmo. Tanto é que continuam guardando seus dólares no colchão – metáfora para dizer que o dinheiro fica escondido em casa. Na Argentina, quando confiam no governo, elas investem.  E o argentino é tradicionalmente muito desconfiado, principalmente pelas SETE graves crises econômicas.

Quer dizer, quando o brasileiro fala em crise no seu país: a hiper do Sarney foi de 1100%. Já a hiper do Alfonsin, quase na mesma época, foi de 6000%. Aqui, especialmente na instabilidade entre 2001 e 2002, era normal encontrar um professor, ou até mesmo advogado, pedirem esmola nas ruas. Não são dois países que se possa comparar, com sistemas políticos e sociedades muito diferentes. Todos os países da região sul-americana são assim: Brasil não tem nada a ver com a Venezuela, que por sua vez não tem nada a ver com a Argentina.


domingo, 12 de abril de 2015

Tricampeonato e hegemonia cruzeirense

Cruzeiro campeão Superliga 2015 (Foto: Alexandre Araújo)
 (Foto: Alexandre Araújo)

Parece que a alegria da parte azul de Minas Gerais não tem fim. Após o bicampeonato brasileiro no futebol, foi a vez dos meninos do vôlei alcançarem a mesma honra. Comandados pelo capitão William, o Cruzeiro venceu a forte equipe do Sesi (SP) por 3 sets a 1 e faturou o terceiro título da superliga. A hegemonia cruzeirense é latente, mostrando que o investimento tem colhido frutos, já que o clube disputou sua 5ª final consecutiva.

Partida entre o 1º e 3º colocados da fase de classificação, no Mineirinho completamente lotado. O jogo veloz do time mineiro contra o toque tático dos paulistas. O início de partida foi bem movimentado, principalmente por parte do Sesi, que apresentou muito volume de jogo. Sendo assim, Marcelinho (levantador) passou a reger o time, dando passes simétricos para Théo (oposto). Marcelo Mendez (Cruzeiro), sentiu o ritmo pesado por parte dos paulistas, pediu tempo, mas nada pôde fazer. Lucão virou a bola que definiu o primeiro set em 25x21. Espanto!!!

O set seguinte demonstrava a tônica da partida: equilíbrio. O grande diferencial? William, que distribuiu o jogo de maneira perfeita e, acima de tudo, o cubano Leal, que virava todas as bolas. O Sesi bem que tentou esboçar alguma reação, mas, mediante o apoio da torcida, o Cruzeiro fechou a parcial em 25/19 e empatou a partida. 

Nada melhor do que começar o terceiro set abrindo vantagem, jogando em casa e atuando bem. Tudo isso esvaiu após Riad (meio) encaixar bons saques, quebrando a recepção mineira. Aliás, o fator saque fez com que Lucão (meio) também tirasse proveito da defesa adversária. O placar apontava para 24/21 Sesi, e tudo parecia estar definido. No entanto, Marcelinho insistiu em utilizar Lucão como bola de segurança e, marcado, foi engolido pelo ótimo time celeste. Sentindo o peso da partida, Lucarelli errou a última bola do set. Cruzeiro 27x25 (2 sets a 1).

Ginásio Mineirinho final Sesi Cruzeiro Superliga (Foto: Alexandre Arruda/CBV )
(Foto: Alexandre Arruda/CBV )

Dono da partida, os donos da casa impuseram seu ritmo no set derradeiro. Que time fantástico!!! Vale salientar que o Sesi tinha em quadra jogadores de seleção: marcelinho, murilo, serginho, théo, lucão, lucarelli. Mas ficou praticamente impossível parar os ataques do canadense Winters - que substituiu Filipe -, os "paredão" Éder, os golpes precisos de Wallace e as jogadas de craque do "El Mago" William. Não teve jeito, Cruzeiro 25x19, tricampeão e, sem sombra de dúvidas, a melhor equipe do voleibol brasileiro. O Mineirinho, em uníssono, cantava para seus heróis. 

Torcida Cruzeiro Sesi Mineirinho Superliga masculina (Foto: Thomás Santos/Futura Press/Estadão Conteúdo)
(Foto: Thomás Santos/Futura Press/Estadão Conteúdo)

quinta-feira, 19 de março de 2015

Djokovic vem faminto para quebrar todos os recordes




Por mais que eu não aprove certas atitudes do sérvio Novak Djokovic, é perceptível o grau de maturação/evolução que ele dispôs a colocar em seu jogo. Sendo assim, o questionamento que fica é: ele pode quebrar recordes de títulos?

Sim, acredito que, caso mantenha o nível atual, mas sem grandes lesões, terá todas as ferramentas em seu jogo para pulverizar Grand Slams, Masters 1000, Jogos Olímpicos etc. É absurdo o que vem jogando, desde 2011, com tamanha regularidade. Sua força mental é algo que causa inveja aos menos capacitados. Seus adversários imponentes já não sabem mais como pará-lo. Federer, mestre na grama, sofreu uma dura derrota em wimbledon 2014; Nadal, rei do saibro, escapou de ser derrotado pelo sérvio em Roland Garros; Murray, oscilante, parece não ter a cabeça no lugar ao enfrentar Nole.

Espero realmente que não aconteça, pois quero que Federer, ou até mesmo Nadal, fiquem com o posto de rei dos títulos. Alguns artificios do Djoko ainda me incomodam. No entanto, assim como deixei de lado as manias do Rafa, a tendência é a de esquecer essa "birra" com o sérvio, ficando em segundo plano. Algo bem semelhante com Messi x Cristiano.

Djoko vem forte para os próximos anos. É complicado? Sim! Mas quem ousaria duvidar desse cara totalmente obcecado por mais e mais vitórias? Eu que não irei me atrever. 

quarta-feira, 4 de março de 2015

Luis Suárez reencontra seu lado goleador


Luis Suárez chegou ao barcelona cercado de muitas expectativas. Artilheiro da Premier League, o uruguaio foi a peça fundamental para o retorno do Liverpool à Champions league e, dessa forma, despertou o interesse do barça, já que o clube carecia de um autêntico camisa 9. Seus primeiros meses na Catalunha não foram fáceis, mas, partida após partida, reencontrou seu melhor futebol e a fase goleadora que lhe é peculiar.

O camisa 7, então no Liverpool, anotou impressionantes 31 gols e foi o artilheiro da temporada 2013/2014 na Premier League. Sempre atuando como o homem de referência, mas tendo liberdade para flutuar pelos lados, Luisito deu show e fez com que o barça não pensasse duas vezes antes de pagar uma fortuna para comprá-lo.  


Os 31 gols do Pistolero em 2013/2014https://www.youtube.com/watch?v=nS8pqLtyEZU

O Barcelona passava pela “Messidependência”, e a falta de um autêntico finalizador fez com que o time não obtivesse êxito no embate dentro da área contra os zagueiros. O uruguaio chegou para suprir esta carência, mas, a priori, foi colocado para atuar aberto pela direita pelo técnico Luis Enrique. Sua responsabilidade ofensiva começava com a obrigação de acompanhar o lateral, dar várias assistências para gols, mas seu instinto matador ainda não havia aparecido no Camp Nou.

Luis Enrique percebeu que poderia e deveria modificar seu esquema de jogo. Por que tirá-lo de sua posição quando o clube o contratou justamente para exercê-la? O comandante Culé deixou Neymar pela esquerda, Messi pela direita (com total liberdade de armação) e Suárez foi atuar próximo ao gol, onde é letal. Com seu retorno à posição que lhe convém, o jogador começou a ter atuações de respeito e reencontrou sua fase goleadora. Jogadores como Luis Suárez precisam viver em seu habitat natural. Tirá-lo de onde mais gosta de jogar pode ser um tiro no pé para o clube – que pagou caro por ele -, esquema tático, companheiros e, o principal: para o próprio atleta.


Pouco a pouco, após a nova formação, o entrosamento do trio de frente foi ficando completo, repleto de tabelas e aproximação entre eles. Juntar três craques é, teoricamente, um ponto fácil de se fazer. O complicado é deixá-los à vontade, formando um ataque sem vaidade, em que é possível constatar o interesse em prol do grupo.


O ano de 2015 começou com crise pelos lado do clube catalão, mas após a derrota dante da Real Sociedad o time passou a jogar por música. Messi, Neymar e Suárez cada vez mais próximos, fazendo tabelinhas, e a confiança dos torcedores nas alturas com as exibições do tridente goleador. Lusito, outrora apenas garçom, reencontrou o caminho das redes de maneira regular. Messi vem atuando como um autêntico “Enganche”, armando as jogadas ofensivas, mas também sendo goleador. Neymar é a velocidade, o drible improvisado, o rompedor de zagas, e também atravessa um bom momento no que concerne a quantidade de gols. Mas é Suárez quem vem atuando de maneira segura, dinâmica, cruel e matadora. O pacto com as redes fez do uruguaio um jogador mais temido com a camisa do barça, já que seu começo pelos blaugranas não empolgou tanto assim. Como retratar, em poucas palavras, o gol anotado contra o Levante? Surreal!



Foi jogando centralizado que o artilheiro retomou a confiança em seu futebol e fez as pazes com as redes. O barça tinha muita movimentação, mas, quando precisou de um cara que brigasse com os zagueiros, falhou. Com Suárez este pesadelo foi superado e, ao analisarmos sua brilhante partida contra o Manchester City, constata-se o porquê do clube ter gastado com um cara que prende os zagueiros, é rápido, finalizador e incomoda para caramba seus marcadores.


Atuação de gala contra o Manchester Cityhttps://www.youtube.com/watch?v=KSyloyDM_7s

O que se espera deste jogador? Gols! O camisa 9 é um exímio goleador e isso só tende a ajudar o barça na briga pelos títulos que almeja. Atletas como ele precisam de regularidade e, acima de tudo, confiança. Até bem pouco tempo atrás, cara a cara com o gol, a bola batia em seu pé e não entrava. Hoje, entrosado com Messi e Neymar, retomou a confiança em seu jogo e voltou a balançar as redes com frequência. A responsabilidade de gols no barça vem sendo bem dividida, e só quem tem a ganhar é o clube. Luisito é matador, decisivo e sedento por gols. Quem será capaz de pará-lo?


terça-feira, 3 de março de 2015

A boa fase de Felipe Anderson na Lazio

FOTO: AFP

O jovem de apenas 21 anos de idade é um dos destaques da Lazio na temporada 2014/2015. Após quase ter sido emprestado, Felipe teve em Pioli (treinador) o total apoio para permanecer e mostrar seu real valor. É, sem sombra de dúvidas, o motorzinho que pode levar seu time à Champions League. Nem parece aquele menino mais preocupado em ser uma estrela fora dos gramados, que tomou vários gritos de Muricy Ramalho e quase perdeu as boas oportunidades que o futebol poderia lhe proporcionar. Hoje, mais maduro, aprendeu que, por mais habilidoso que seja, é preciso jogar em equipe e ter bom posicionamento tático. O futebol italiano, com a sua disciplina defensiva, o fez enxergar isto. 

Felipe Anderson começou nas divisões de base do Gaminha - time de sua cidade -, passou pelo Coritiba e se firmou no Santos. Foi na equipe da baixada santista que conseguiu ser promovido ao time principal, em 2010. Após o vice-campeonato da Copa São Paulo, quando os meninos da vila perderam para o tricolor paulista, passou a ser olhado de perto. Figurou na equipe principal, teve a extensão de contrato sendo realizada no mesmo ano e, ao lado de Neymar, Ganso e André pôde sentir o gostinho da fama. Exigir que um garoto de 18 anos tenha tamanha maturidade não é fácil, e talvez por isso tenha perdido o foco e o direcionamento na carreira. As broncas de Muricy soavam como "perseguição" ao garoto, mas ele sabia que algo poderia ser melhorado. 

FOTO: IVAN STORTI

Após dois anos de aprendizado, finalmente obteve a regularidade como jogador titular. Rápido, habilidoso e por vezes displicente, atuou centralizado, aberto pela direita e esquerda, mas o que realmente abriu os olhos do time italiano foi a facilidade que o atleta sempre teve para flutuar pelos vários setores do campo ofensivo. Felipe não gosta do jogo parado, prefere a velocidade e a objetividade. O ano de 2012 foi bastante produtivo e, mesmo não sendo um goleador nato, anotou seus gols com a camisa do Santos. Suas boas atuações foram recompensadas pelo interesse declarado por parte da Lazio e, em Janeiro de 2013, um fax não encaminhado impediu sua ida para a Europa. Meses depois, com o fax devidamente enviado, foi vendido por quase 8 milhões de euros ao time azul da capital italiana. 

Seus lances com a camisa do Santos (2012)https://www.youtube.com/watch?v=2AfG7Z2JSS0

A temporada 2013/2014 foi de total adaptação, compreensão tática e, acima de tudo, uma autoanálise de seu futebol. Sempre teve em mente que a Lazio não é um time que vá brigar por títulos, contudo, a chance de mostrar seu futebol para os gigantes da Europa aumentariam consideravelmente. O primeiro ano foi um tanto quanto improdutivo, mas de amadurecimento e aprendizado. Voltou mais focado e sabendo o que poderia fazer pelo time. 

A grande temporada estava por vir. Novo treinador, novo esquema, nova maneira de se tornar importante para o time e seus companheiros. A chegada de Stefano Pioli fez bem a Felipe Anderson, que, no 4-3-3 do treinador, atua aberto pela direita, mas possui total liberdade para flutuar. O garoto tornou-se peça fundamental na transição ofensiva da Lazio. O camisa 7 voltou a dar seus chutes de média e longa distância, aperfeiçoou a perna canhota, ganhou massa muscular e começou a impressionar pela velocidade surreal. 

FOTO: ZIMBIO

Sua boa fase foi brevemente interrompida em fevereiro de 2015, quando sofreu uma lesão no joelho. Voltou a atuar no último final de semana, e foi simplesmente o melhor em campo na vitória da Lazio sobre o Sassuolo. Seleção brasileira? Bem, se é o momento de testar, quais razões o impediriam de atuar com a amarelinha? Claro, é preciso ter sequência, regularidade e foco na carreira. Mas não podemos negar que a boa fase o credencia a tal honraria. 

(Foto: Alejandro Pagni/AFP)

Vídeo com suas jogadas em 14/15: https://www.youtube.com/watch?v=8mO1XePs4PM

Estatísticas

21 jogos
6 gols
6 assistências