quarta-feira, 4 de março de 2015

Luis Suárez reencontra seu lado goleador


Luis Suárez chegou ao barcelona cercado de muitas expectativas. Artilheiro da Premier League, o uruguaio foi a peça fundamental para o retorno do Liverpool à Champions league e, dessa forma, despertou o interesse do barça, já que o clube carecia de um autêntico camisa 9. Seus primeiros meses na Catalunha não foram fáceis, mas, partida após partida, reencontrou seu melhor futebol e a fase goleadora que lhe é peculiar.

O camisa 7, então no Liverpool, anotou impressionantes 31 gols e foi o artilheiro da temporada 2013/2014 na Premier League. Sempre atuando como o homem de referência, mas tendo liberdade para flutuar pelos lados, Luisito deu show e fez com que o barça não pensasse duas vezes antes de pagar uma fortuna para comprá-lo.  


Os 31 gols do Pistolero em 2013/2014https://www.youtube.com/watch?v=nS8pqLtyEZU

O Barcelona passava pela “Messidependência”, e a falta de um autêntico finalizador fez com que o time não obtivesse êxito no embate dentro da área contra os zagueiros. O uruguaio chegou para suprir esta carência, mas, a priori, foi colocado para atuar aberto pela direita pelo técnico Luis Enrique. Sua responsabilidade ofensiva começava com a obrigação de acompanhar o lateral, dar várias assistências para gols, mas seu instinto matador ainda não havia aparecido no Camp Nou.

Luis Enrique percebeu que poderia e deveria modificar seu esquema de jogo. Por que tirá-lo de sua posição quando o clube o contratou justamente para exercê-la? O comandante Culé deixou Neymar pela esquerda, Messi pela direita (com total liberdade de armação) e Suárez foi atuar próximo ao gol, onde é letal. Com seu retorno à posição que lhe convém, o jogador começou a ter atuações de respeito e reencontrou sua fase goleadora. Jogadores como Luis Suárez precisam viver em seu habitat natural. Tirá-lo de onde mais gosta de jogar pode ser um tiro no pé para o clube – que pagou caro por ele -, esquema tático, companheiros e, o principal: para o próprio atleta.


Pouco a pouco, após a nova formação, o entrosamento do trio de frente foi ficando completo, repleto de tabelas e aproximação entre eles. Juntar três craques é, teoricamente, um ponto fácil de se fazer. O complicado é deixá-los à vontade, formando um ataque sem vaidade, em que é possível constatar o interesse em prol do grupo.


O ano de 2015 começou com crise pelos lado do clube catalão, mas após a derrota dante da Real Sociedad o time passou a jogar por música. Messi, Neymar e Suárez cada vez mais próximos, fazendo tabelinhas, e a confiança dos torcedores nas alturas com as exibições do tridente goleador. Lusito, outrora apenas garçom, reencontrou o caminho das redes de maneira regular. Messi vem atuando como um autêntico “Enganche”, armando as jogadas ofensivas, mas também sendo goleador. Neymar é a velocidade, o drible improvisado, o rompedor de zagas, e também atravessa um bom momento no que concerne a quantidade de gols. Mas é Suárez quem vem atuando de maneira segura, dinâmica, cruel e matadora. O pacto com as redes fez do uruguaio um jogador mais temido com a camisa do barça, já que seu começo pelos blaugranas não empolgou tanto assim. Como retratar, em poucas palavras, o gol anotado contra o Levante? Surreal!



Foi jogando centralizado que o artilheiro retomou a confiança em seu futebol e fez as pazes com as redes. O barça tinha muita movimentação, mas, quando precisou de um cara que brigasse com os zagueiros, falhou. Com Suárez este pesadelo foi superado e, ao analisarmos sua brilhante partida contra o Manchester City, constata-se o porquê do clube ter gastado com um cara que prende os zagueiros, é rápido, finalizador e incomoda para caramba seus marcadores.


Atuação de gala contra o Manchester Cityhttps://www.youtube.com/watch?v=KSyloyDM_7s

O que se espera deste jogador? Gols! O camisa 9 é um exímio goleador e isso só tende a ajudar o barça na briga pelos títulos que almeja. Atletas como ele precisam de regularidade e, acima de tudo, confiança. Até bem pouco tempo atrás, cara a cara com o gol, a bola batia em seu pé e não entrava. Hoje, entrosado com Messi e Neymar, retomou a confiança em seu jogo e voltou a balançar as redes com frequência. A responsabilidade de gols no barça vem sendo bem dividida, e só quem tem a ganhar é o clube. Luisito é matador, decisivo e sedento por gols. Quem será capaz de pará-lo?


terça-feira, 3 de março de 2015

A boa fase de Felipe Anderson na Lazio

FOTO: AFP

O jovem de apenas 21 anos de idade é um dos destaques da Lazio na temporada 2014/2015. Após quase ter sido emprestado, Felipe teve em Pioli (treinador) o total apoio para permanecer e mostrar seu real valor. É, sem sombra de dúvidas, o motorzinho que pode levar seu time à Champions League. Nem parece aquele menino mais preocupado em ser uma estrela fora dos gramados, que tomou vários gritos de Muricy Ramalho e quase perdeu as boas oportunidades que o futebol poderia lhe proporcionar. Hoje, mais maduro, aprendeu que, por mais habilidoso que seja, é preciso jogar em equipe e ter bom posicionamento tático. O futebol italiano, com a sua disciplina defensiva, o fez enxergar isto. 

Felipe Anderson começou nas divisões de base do Gaminha - time de sua cidade -, passou pelo Coritiba e se firmou no Santos. Foi na equipe da baixada santista que conseguiu ser promovido ao time principal, em 2010. Após o vice-campeonato da Copa São Paulo, quando os meninos da vila perderam para o tricolor paulista, passou a ser olhado de perto. Figurou na equipe principal, teve a extensão de contrato sendo realizada no mesmo ano e, ao lado de Neymar, Ganso e André pôde sentir o gostinho da fama. Exigir que um garoto de 18 anos tenha tamanha maturidade não é fácil, e talvez por isso tenha perdido o foco e o direcionamento na carreira. As broncas de Muricy soavam como "perseguição" ao garoto, mas ele sabia que algo poderia ser melhorado. 

FOTO: IVAN STORTI

Após dois anos de aprendizado, finalmente obteve a regularidade como jogador titular. Rápido, habilidoso e por vezes displicente, atuou centralizado, aberto pela direita e esquerda, mas o que realmente abriu os olhos do time italiano foi a facilidade que o atleta sempre teve para flutuar pelos vários setores do campo ofensivo. Felipe não gosta do jogo parado, prefere a velocidade e a objetividade. O ano de 2012 foi bastante produtivo e, mesmo não sendo um goleador nato, anotou seus gols com a camisa do Santos. Suas boas atuações foram recompensadas pelo interesse declarado por parte da Lazio e, em Janeiro de 2013, um fax não encaminhado impediu sua ida para a Europa. Meses depois, com o fax devidamente enviado, foi vendido por quase 8 milhões de euros ao time azul da capital italiana. 

Seus lances com a camisa do Santos (2012)https://www.youtube.com/watch?v=2AfG7Z2JSS0

A temporada 2013/2014 foi de total adaptação, compreensão tática e, acima de tudo, uma autoanálise de seu futebol. Sempre teve em mente que a Lazio não é um time que vá brigar por títulos, contudo, a chance de mostrar seu futebol para os gigantes da Europa aumentariam consideravelmente. O primeiro ano foi um tanto quanto improdutivo, mas de amadurecimento e aprendizado. Voltou mais focado e sabendo o que poderia fazer pelo time. 

A grande temporada estava por vir. Novo treinador, novo esquema, nova maneira de se tornar importante para o time e seus companheiros. A chegada de Stefano Pioli fez bem a Felipe Anderson, que, no 4-3-3 do treinador, atua aberto pela direita, mas possui total liberdade para flutuar. O garoto tornou-se peça fundamental na transição ofensiva da Lazio. O camisa 7 voltou a dar seus chutes de média e longa distância, aperfeiçoou a perna canhota, ganhou massa muscular e começou a impressionar pela velocidade surreal. 

FOTO: ZIMBIO

Sua boa fase foi brevemente interrompida em fevereiro de 2015, quando sofreu uma lesão no joelho. Voltou a atuar no último final de semana, e foi simplesmente o melhor em campo na vitória da Lazio sobre o Sassuolo. Seleção brasileira? Bem, se é o momento de testar, quais razões o impediriam de atuar com a amarelinha? Claro, é preciso ter sequência, regularidade e foco na carreira. Mas não podemos negar que a boa fase o credencia a tal honraria. 

(Foto: Alejandro Pagni/AFP)

Vídeo com suas jogadas em 14/15: https://www.youtube.com/watch?v=8mO1XePs4PM

Estatísticas

21 jogos
6 gols
6 assistências



sábado, 13 de dezembro de 2014

Dominic Thiem pode alçar voos mais altos



Fim de ano, época de reflexão. Faz algum tempo que não abordo o nome de outro tenista sem citar Roger Federer.  No entanto, entre idas e vindas, ao assistir torneios, me deparei com um moleque folgado e de muito talento. Para ser mais preciso, durante Roland Garros deste ano. Trata-se do jovem Dominic Thiem.

O austríaco de apenas 21 anos de idade caiu – obviamente – diante de Rafa Nadal, só que o repertório do rapaz me deixou impressionado. Na rodada anterior, contra o ótimo P. H. Mathieu, foi de uma ousadia e frieza impressionantes. Slice, backhand afiado, bola bem funda, solidez na linha de base. Claro, precisa de um golpe mais veloz, aperfeiçoar o voleio nas subidas à rede, regularidade e, acima de tudo, força mental. Não costumo cravar que atleta algum será isso ou aquilo, até porque a carreira pode pregar algumas peças. Mas o “tal” Dominic é diferent, o ano vigente provou tal fato.

Autêntico saibrista, o natural de Wiener Neustadt é daqueles que olhamos e enxergamos o algo a mais, o talento a ser lapidado. Aqui nada afirmarei, mas a impressão é a de que veremos, em breve, este rapaz nas fases mais agudas de um Grand Slam. Indo além, focando na carreira e modelando seu jogo, vejo-o disputando finais. Se irá erguer um Major é papo para outra oportunidade. Esse Dominic Thiem é bola, e enquanto sofro com o Roger no saibro, adotarei o austríaco e o colocarei como “queridinho”.




sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Bate-Bola com o Gustavo Hofman (Parte 2)

Foto: Site ESPN

O bate-bola de hoje é com o Gustavo Hofman, jornalista e comentarista dos canais ESPN. O assunto? É 100% Basquetebol. Esta é a parte 2 da entrevista que fiz com ele. O link da primeira matéria, realizada em 2012, será postado logo abaixo.

http://ranierymedeiros.blogspot.com.br/2012/11/bate-bola-com-o-hofman.html

DEDICAÇÃO AO ESPORTE

- Quando e como surgiu a paixão pelo basquete? Chegou a praticar o esporte?

A paixão pelo basquete surgiu naturalmente, até pelo meu tamanho. Comecei a jogar com 11 anos e fui federado dos 12 aos 17, quando disputei os Campeonatos Paulistas de base por Sociedade Hípica e Tênis Clube, ambos clubes de Campinas. Sempre fui apaixonado pelo basquete e tinha como objetivo virar profissional, mas acabei indo fazer faculdade, e no Brasil é muito difícil conciliar educação e esporte em alto nível. 

NBB

- Como você enxerga o nível da Liga?

É uma boa Liga, que melhora a cada temporada. Sei que há muito a se criticar, mas atualmente a situação encontra-se mais organizada do que há algumas décadas. Ainda está longe do ideal, mas melhorou bastante. 

O NBB contribui para a formação de novos atletas ou as nossas categorias de base estão obsoletas?

O NBB tem seus campeonatos de base e cada vez mais incentiva o desenvolvimento de novos atletas. O basquete brasileiro, na sua formação, está bem atrás das demais nações basqueteiras do planeta.

- Atualmente, quem é o melhor jogador? Relate seu diferencial em relação aos demais.

A partir do momento que o Bauru contratou o Rafael Hettsheimer, passou a ter o melhor jogador da liga. Ele é um pivô extremamente técnico, bem superior à média.


BASQUETE (ESPORTE) NAS ESCOLAS

- Até anos atrás o Basquete era uma das atividades mais procuradas nas escolas. Por que a demanda caiu?

Sinceramente, não sei como está nas escolas. Posso falar pelos parques, onde costumo jogar, e lá a demanda não caiu. Nos finais de semana, futebol e basquete seguem como os esportes mais praticados no Brasil. 

- Qual o papel do esporte nas escolas?

O esporte precisa caminhar lado a lado com a educação, tem um papel importantíssimo que o Brasil ainda não percebeu. Aqui, o esporte é tratado unicamente como atividade lúdica,  não damos a oportunidade ao estudante de ter o esporte como algo para sempre na vida. Para isso, ele precisa procurar um clube. Isso é um erro. Precisamos criar ligas estudantis fortes e bem organizadas.

Blog Viva Hoje com Saúde 

NBA

- Atual campeão, o San Antonio Spurs possui a política de contratar poucas estrelas. Qual é o segredo do sucesso? O que falar de Gregg Popovich (treinador)?

Popovich é o melhor treinador da NBA e sabe selecionar jogadores como poucos na liga. Com isso, o time tem o padrão estabelecido há muitos anos e, mesmo trocando peças, não muda o estilo.

- Vários atletas renomados sequer conquistaram um título. Monte o quinteto titular dos jogadores sem “anel”.

Farei uma lista com os jogadores que vi jogar: John Stockton, Allen Iverson, Reggie Miller, Marl Malone e Patrick Ewing.

- LeBron, Irving e Kevin Love. Após perder a final em 2007, quão alto o Cleveland pode sonhar após a montagem do trio?

O mais alto possível. Entra na temporada como o principal favorito ao título, ao lado do atual campeão San Antonio Spurs. A dúvida é: Irving, Love e LeBron vão dar liga?

Twitter @Obispo__

- Maiores campeões, Boston e Lakers passam por um novo processo. Como você enxerga o cenário da próxima temporada para as duas equipes?

Vejo o Boston com melhores perspectivas a médio prazo do que o Los Angeles Lakers. Com o Kobe, não acho que o Lakers vão brigar pelo título novamente, falta elenco, apesar da ótima escolha no último Draft, o Julius Randle. O Boston tem um time mais jovem e acho que pode ter, já nesta temporada, uma campanha bem melhor. 

- Quem é o melhor jogador da Liga? Por quê?

Kobe Bryant é o melhor jogador da NBA da atualidade, mas considerando toda carreira. Ele é maior do que LeBron, mas no momento o jogador do Cleveland "está" melhor.


- Sou muito fã dos jogadores que atuam como armadores. Escolha os três melhores PG’s da Liga.

Hoje em dia já não temos mais PG's como antigamente, que pensavam o jogo e finalizam bem menos, casos de John Stockton e Jason Kidd, para ficar com dois exemplos mais recentes. Steve Nash é, talvez, o último deles. Dentro desse novo estilo de armadores principais, fico com Chris Paul (que mistura bem os dois estilos), Derrick Rose e Tony Parker.


MUNDIAL

- Mais experiente, bem ou mal, o Brasil tem um bom time. Quais as suas expectativas para os comandados de Rubén Magnano?

Acho que, assim como na última Olimpíada, o Brasil entra com chances de medalha. O basquete masculino é a atividade coletiva mais equilibrada do mundo. Dependerá muito de um jogo, uma noite doa dos principais jogadores. O time, com essa geração, terá na minha opinião a última chance de medalha. Em 2016, a idade já poderá pesar mais.


- Mesmo sem alguns dos astros da NBA, os EUA ainda são favoritos? Como diria o Alê Oliveira (ESPN), quais seleções você colocaria na prateleira de cima?

Sim, são os favoritos, mas com a Espanha lado a lado, principalmente por jogar em casa.

ESCOLHA PESSOAL

- Qual o melhor atleta que você viu/vê jogar? O que o diferenciava dos outros?

Michael Jordan, simplesmente por ser o maior de todos.


- O que deve ser feito para popularizar, novamente, o basquete no Brasil?

O Basquete continua popular, precisa de mais organização, principalmente na base.

domingo, 24 de agosto de 2014

Brasil...país do Vôlei. É Deca!!! É deca!!!

Foto: AFP

A seleção feminina de vôlei conquistou na manhã deste domingo, 24, o título do Grand Prix de Vôlei. As comandadas de Zé Roberto venceram o Japão (donas da casa) por três sets a zero e faturaram seu décimo título. É fato que, se pegarmos os resultados obtidos na "era" José Roberto Guimarães - que chegou ao comando da seleção em 2003 -, pouco será contestado e questionado, já que o treinador venceu sete vezes este torneio. Soberania!

Precisando vencer por 3x0 ou 3x1, que lhe renderia três pontos, o Brasil foi avassalador e impôs um volume de jogo absurdo perante as donas da casa, que precisavam vencer "apenas" dois sets para ficar com o inédito título. Destaque do jogo, Sheilla foi, mais uma vez, cirúrgica nas principais bolas e, como melhor jogadora do mundo (opinião pessoal), levou o Brasil a mais uma conquista ao anotar 16 pontos. As meninas comandaram o jogo desde o primeiro instante, só sendo incomodadas no último set, quando, empurradas pela torcida presente em Tóquio, as japonesas esboçaram uma reação. Com parciais de 25-15, 25-18 e 27-25, o brasil, enfim, comemorou o decacampeonato. O Grand Prix serviu de laboratório para o Mundial, que será realizado em Setembro.

Único título ainda não conquistado, o Mundial tornou-se obsessão para a geração que ganhou quase tudo. Vice em 2006 e 2010, quando caíram diante da Rússia, as jogadores sabem que podem fazer história caso vençam em 2014. O objetivo maior está por vir.

A campanha brasileira só não foi perfeita por causa do revés sofrido diante da Turquia, já no hexagonal final. Creio que esta derrota elevou o moral das meninas, dando a entender que, para vencer, precisariam fazer algo a mais. Após o susto, vitórias tranquilas e voleibol de alto nível. Vamos a campanha do Deca:

PRIMEIRA FASE (9 jogos: 9 vitórias)

Brasil 3x1 China
Brasil 3x0 Itália
Brasil 3x0 República Dominicana
Brasil 3x0 Coréia do Sul
Brasil 3x0 Rússia
Brasil 3x0 Estados Unidos
Brasil 3x2 Estados Unidos
Brasil 3x0 República Dominicana
Brasil 3x0 Tailândia

Após o fim da primeira fase, 1º lugar na tabela e vaga para a fase final.



HEXAGONAL FINAL (6 JOGOS; 5 VITÓRIAS)

Brasil 2x3 Turquia
Brasil 3x0 China
Brasil 3x0 Bélgica
Brasil 3x0 Rússia
Brasil 3x0 Japão



Time titular:

Dani Lins (Levantadora), Fabiana (Meio), Thaísa (Meio), Jaqueline (Ponteira), Fernanda Garay (Ponteira), Sheilla (oposta) e Camila Brait (Líbero).

Dani Lins, Fabiana e Sheilla foram eleitas as melhoras em suas respectivas posições.


domingo, 17 de agosto de 2014

Federer vence Ferrer e conquista o Hexa em Cincinnati



O suiço Roger Federer conquistou hoje, 17, o título do Masters 1000 de Cincinnati (EUA). Após dois anos de jejum, o melhor tenista de todos os tempos voltou a erguer uma taça da segunda competição mais importante do circuito. A "seca" que vinha desde 2012, quando coincidentemente sagrou-se campeão na mesma Cincinnati, foi interrompida com a vitória sobre o espanhol David Ferrer. Com parciais de 6/3, 1/6 e 6/2, faturou o hexa em "Cincy".

Após o vice em Toronto, uma semana atrás, o suiço entrou no torneio disposto a quebrar essa maldição que tanto o incomodava. As vitórias sobre Murray e Raonic vieram para dar maior confiança ao número 3 do mundo, que "gastou" seu tênis em solo estadunidense. A final foi dura e, ao contrário do que mostra o histórico de confrontos contra Ferrer - 15x0 -, quem tomou a iniciativa de agredir foi o espanhol. Em contrapartida, Federer está mais sólido no fundo de quadra, não tenta definir na três primeiras bolas e suas subidas à rede são a marca do "novo" estilo de jogar do suiço. A temporada na quadra dura/rápida tem sido proveitosa e impactante.

Foi o 80º título na carreira desse gênio do esporte, que, mesmo com seus 33 anos de idade, ainda encanta pelo seu estilo clássico de jogar tênis. O US Open, último Grand Slam do ano, terá início na semana que vem. Com Nadal ainda se recuperando de lesão e Djokovic oscilando além do normal, o nome de Roger Federer aparece entre os favoritos. Aliás, sem vencer o torneio desde 2008, entende-se que o suiço está sedento em quebrar mais um jejum. Sob a batuta de Stefan Edberg, ex-jogador e atual treinador do atleta, o jogo de Roger melhorou consideravelmente. Nada de subidas precipitadas à rede, descontrole ao trocar bolas  e falta de motivação. O "novo Federer" está mais focado, vibrante e, quem diria, jogando raquetes no chão. Só prova que o desejo de vencer ainda o estimula.

Nada disso representa um título antecipado, já que em uma partida melhor de 5 sets as histórias são outras. Mas convenhamos que o troféu em Cincinnati servirá como grande fator motivacional. Parabéns, The King!


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Seleção do Mundial 2014


Escolher os melhores do mundial sempre rende bons debates, pensamentos diferentes e, por vezes, discussões mais acaloradas sobre o que é (ou não) justo. Tentei utilizar critérios técnicos e de cunho decisivo. Eis os escolhidos.


Manuel Neuer (Alemanha) - Goleiro

Escolha difícil, já que K. Navas fez um brilhante mundial, operando verdadeiros milagres. Se Neuer não fez tantas defesas quanto o costarriquenho, mostrou-se importante nos momentos cruciais da fase final. Seguro, frio e...líbero. Não dá para desconsiderar sua brilhante atuação contra a Argélia, onde foi um verdadeiro líbero. E as defesas milagrosas contra a França? Neuer, sem nenhuma dúvida, é o melhor goleiro do mundo. Se o futebol alemão passou por uma profunda mudança, o mesmo pode ser dito em relação ao goleiro do Bayern de Munique, que aperfeiçoou seu futebol. Goleiraço!

Philipp Lahm (Alemanha) – Lateral-direito

Começou a copa no meio, mas quando Löw deixou a teimosia de lado, Lahm foi gigante nas três partidas em que atuou em sua posição de origem. Debuchy (França) fez um ótimo mundial, mas Lahm é diferenciado: sabe encontrar espaços quando o adversário fecha os lados, controla bem o ritmo da partida, incisivo, técnico. O melhor do mundo em sua posição.

Ron Vlaar (Holanda) – Zagueiro

Se a eleição tivesse sido feita até as quartas de finais, eu teria colocado David Luiz ou Kompany. No entanto, as fases mais agudas possuem um poder de exigência acima do normal. Vlaar não é nenhum prímor de zagueiro, mas passou no teste. Não é rápido, mas possui bom posicionamento. É incrível o comportamento do holandês no mano a mano, sem afobação. Passou três partidas dando aula de posicionamento tático.

Mats Hummels (Alemanha) – Zagueiro

Zagueiraço! Falo desse cara desde 2010, quando fiz um texto sobre o Borussia Dortmund. Que Copa do Mundo estupenda fez Mats Hummels. Além de defender muito bem, é perigosíssimo nas bolas aéreas – tanto é que fez dois gols. Mesmo não sendo dos mais rápidos, Mats soube se colocar muito bem dentro do esquema e fez a leitura perfeita dos adversários. Vale lembrar que, antes do mundial, ele e o treinador tiveram uma “discussão” que o levou ao banco de reservas.

Daley Blind (Holanda) – Lateral-esquerdo

Lateral ou zagueiro? Blind atuou de maneira impecável nas duas posições, já que sua seleção jogou com 3 defensores. Enquanto ala, mostrou aos demais qual deve ser o verdadeiro comportamento de um cara que sabe aproveitar os espaços pelos flancos. Boa visão de jogo, qualidade no passe, ótimo posicionamento e obediente taticamente.

Javier Mascherano (Argentina) – Volante

“Masch” surpreendeu pelo bom futebol apresentado. Foi o capitão do time, mesmo atuando sem braçadeira. É bem verdade que ele chega mais duro em várias divididas. No entanto, o que vimos durante o torneio foi um volante que desarmou, fez bons lançamentos e deu a vida em todos os jogos. O estereótipo de “brucutu”, ao menos na copa, não pode ser relacionado ao futebol desempenhado pelo atleta.

Toni Kroos (Alemanha) – Volante

Volante? Kroos foi o armador de sempre. As jogadas da campeã mundial passaram, insistentemente, pelos seus pés. Sua visão de jogo privilegiada rendeu boas ações aos alemães. Sua chegada em gol foi comprovada com gols, chutes de fora e passes precisos. Se Schweinsteiger foi o pulmão/coração do time, Kroos foi o cérebro da Nationalmannschaft. Jogador moderno, que defende e ataca com a mesma qualidade.

Arjen Robben (Holanda) – Meia-atacante -MELHOR JOGADOR DA COPA

Melhor jogador da Copa. Mesmo que a FIFA não o tenha escolhido, Robben foi o momento de esplendor do bom futebol. Dribles, fortes arrancadas, decisivo, etc. Não há como contestar o futebol desse cara que buscou a condição de “solista” em todas as partidas. Marcação apertada? Bola para o camisa 11. Contra-ataque em velocidade? Bola nele. Não se escondeu em nenhum momento, mesmo com fortes marcações. Foi, sim, o protagonista sem tanta grife, mas com o futebol sendo jogado de maneira requintada, para cima e alegre.

James Rodríguez (Colômbia) – Meia

Que canhotinha mortal é essa, James? A alegria de jogar esteve em seus pés, nas dancinhas após os gols e nas nrilhante jogadas desse ótimo jogador. Artilheiro da Copa com 6 gols, James fez gol em todas as partidas da Colômbia durante a competição. Por vezes sonolento atuando pelo clube, Rodríguez jogou a Copa ligado na 220, conduzindo sua equipe às fases mais agudas da copa.

Lionel Messi (Argentina) – Meia-atacante

Não foi o Messi que todos esperavam, mas foi decisivo em alguns jogos. Messi viveu de suntuosos lampejos durante o mundial. No entanto, todo gênio prova que precisa apenas de uma bola para mostrar seu poder de definição. Muito bem marcado nas partidas, faltou ao camisa 10 um pouco mais de incisão e domínio do próprio futebol. Apesar desses “problemas”, Messi foi perigoso em chutes e em esporádicas arrancadas – vide o lance contra a Suiça.

Thomas Müller (Alemanha) – Atacante

Outro bom valor dessa ótima geração alemã. Após duas copas disputadas, Müller já anotou 10 gols, e aparece como a principal ameaça para tomar o "reinado" Klose, recordista de gols (16) em copas. O camisa 13, herdeiro de Gerd, não para em campo. Direita, esquerda ou centro, lá está Müller se movimentando e dando opções aos companheiros. Já demonstra a frieza de um veterano, mesmo com seus 24 anos.

REVELAÇÃO - Memphis Depay (Holanda)


Mais um voto que me causou dúvidas. Depay ou Pogba? Fiquei com a ousadia dessa moleque bom de bola. Técnico, veloz e trabalhando para o time. Fez dois gols, deu assistência para gol e mostrou seu bom futebol.

TÉCNICO – Joachim Löw (Alemanha)


Ok, pode ser fácil escolher o campeão para melhor treinador, mas não é. Van Gaal foi muito inteligente ao explorar, taticamente, todos os seus jogadores durante o torneio. No entanto, pelo longo trabalho, e principalmente por abrir mão dos seus dogmas (caso Phillip Lahm), fico com o Löw.

Golaço da Copa – James Rodríguez vs Uruguai