sábado, 29 de maio de 2021

Chelsea BICAMPEÃO da Champions



Com gol de Kai Havertz, aos 42 minutos da primeira etapa, o Chelsea bateu o Manchester City e faturou sua segunda orelhuda. O jogo realizado no Estádio do Dragão, na cidade do Porto, rendeu o bicampeonato aos Blues.




A partida foi absolutamente intensa na parte inicial, com as duas equipes obtendo algumas chances de abrir o placar. O gol surgiu de um passe sensacional do ótimo Mason Mount, em profundidade, para Havertz, que só teve o trabalho de driblar Ederson e empurrar para o fundo das redes.

Precisando fazer algo a mais, o City ainda tentou o empate na etapa derradeira. Mesmo sem De Bruyne, que precisou sair de campo após um choque com o zagueiro Rüdiger, os comandados de Pep Guardiola foram para cima, porém sem oportunidades claras. A marcação do Chelsea foi perfeita, especialmente protegendo a profundidade.

Campeão da Premier League - com méritos totais -, resta ao City pensar na próxima temporada, sobretudo nas contratações. A primeira final deu o gostinho de que o clube pode erguer a taça em breve.

Já os Chelsea, com a mescla de veteranos e jovens talentosos, termina a temporada com o saldo muito positivo. Apesar da derrota para o Leicester na final da FA Cup, o grupo de Thomas Tuchel (que assumiu em janeiro) se reencontrou durante o ano. Do começo inconsistente com Lampard, ao título da principal competição de clubes com o técnico alemão, os azuis de Londres irão comemorar sem moderação. Destaco aqui o IMPONENTE N'Golo Kanté. Que jogador!!! 

Champions League nos mostrando que o imprevisível pode, sim, sonhar com a glória nesta competição tão amada pelo mundo do futebol. 


CAMPANHA DO CAMPEÃO

FASE DE GRUPOS:

Chelsea 0-0 Sevilla
Krasnodar 0-4 Chelsea - (Odoi, Werner, Ziyech e Pulisic)
Chelsea 3-0 Rennes - (Werner 2x, Abraham)
Rennes 1-2 Chelsea - (Odoi, Giroud)
Sevilla 0-4 Chelsea - (Giroud 4x)
Chelsea 1-1 Krasnodar - (Jorginho)

OITAVAS DE FINAL 

Atlético de Madrid 0-1 Chelsea - (Giroud)
Chelsea 2-0 Atlético de Madrid - (Ziyech, Emerson)

QUARTAS DE FINAL

Porto 0-2 Chelsea - (Mount, Chilwell)
Chelsea 0-1 Porto 

SEMIFINAL

Real Madrid 1-1 Chelsea - (Pulisic)
Chelsea 2-0 Real Madrid - (Werner, Mount)

FINAL (29/05/2021)

Chelsea 1-0 Manchester City  - (Kai Havertz)



sábado, 22 de maio de 2021

Atlético de Madrid campeão espanhol 2020/2021


Na temporada 2013/2014, o Atlético de Madrid retratou uma ideia e foi campeão espanhol ao superar os super times de Barcelona e Real Madrid. Quem poderia imaginar que o futuro poderia ser tão imprevisível e até mesmo distópico para os comandados de Diego Simeone?

Em primeiro lugar, é importante ressaltar a força mental e a determinação de um grupo que foi até o seu limite para enfim voltar a ser campeão em La Liga, consequência do desenvolvimento e árduo trabalho do treinador argentino à frente dos Colchoneros. Não foi ao acaso, tampouco pelo demérito dos demais concorrentes, pois o atleti já iniciou o campeonato mostrando a todos que o roteiro voltaria a ser diferente. 

De acordo com o que foi estabelecido na temporada passada, o futebol atual - da pandemia - passa por uma série de fatores que permitem os sonhos mais distantes e, por vezes, impossíveis (?); Foi dessa maneira que o clube mais simpático da capital espanhola foi buscar peças que pudessem dar aquele "UP" na disputa local. A contratação de Suarez caiu como uma luva no esquema de Diego, já que teria um cara já ambientado ao futebol espanhol, goleador, e muito batalhador - algo que personifica as ideias do treinador e da torcida. Llorente foi de uma exuberância ímpar, atuando em diversas funções e garantindo gols e participações neles. Já Oblak segue como um dos melhores goleiros do mundo, salvou a equipe em diversas ocasiões.

Apesar das oscilações já no segundo turno, a cabeça não foi para o espaço. Foi no 2x1 diante do Valladolid, na última rodada fora de casa, que o time alcançou sua 11a Liga. A vantagem para o grande rival era de dois pontos. O intervalo dos jogos apontava: Real Madrid 0-1 Villarreal, Valladolid 1-0 Atlético. Mas, para não depender de um resultado negativo do Madrid, o time virou a partida com gols de Correa e Suarez. Enquanto isso, Benzema e Modric viraram o jogo para os Merengues, dando mais emoção ao campeonato. No fim, vitória e caneco para celebrar a grande conquista de uma equipe incansável, que tem em Diego Simeone - há 10 anos no cargo, e com oito títulos - sua grade bandeira. 

Por fim, que o Atleti permaneça com esse nível de competitividade por vários anos. O futebol agradece.



sábado, 8 de maio de 2021

Barça e Atleti empatam, e Madrid pode virar líder amanhã



Em jogo válido pela 35a rodada de La Liga, Barcelona e Atlético de Madrid não saíram do zero a zero. Os Colchoneros chegaram aos 77 pontos,  já o Barcelona atingiu os 75; com 74 pontos, quem agradeceu o empate foi o Real Madrid. Em caso de vitória amanhã contra o Sevilla,  em casa, o time de Zidane assumirá a liderança.

Quanto ao cotejo de hoje, aquele jogo duro de assistir. Os comandados de Simeone com sua proposta cautelosa e organizada de sempre; o barça, por sua vez, sem criação, sem articulações rápidas com a bola. Tirando um ou outro lance individual de Messi, uma partida sem tantas observações. 

Vale ressaltar o reencontro de Suárez com o Camp Nou, dessa vez como adversário. O uruguaio pouco produziu, mas bem que lutou, de movimentou.

Restando três rodadas para o término do campeonato, o barça precisa...secar.


quarta-feira, 5 de maio de 2021

Chelsea vence o Madrid e vai à final da Champions



Para a surpresa de muitos, incluindo este que vos fala, o Chelsea é finalista da Champions League. Os comandados de Tuchel venceram - com autoridade - o Real Madrid por 2x0, em Stamford Bridge, e agora sonham com o duelo em Istambul contra o Manchester City.

Ontem, por volta das 22 horas, conversei com um amigo sobre o cotejo. Ele, em seu estado mais 'frasista' possível, soltou: "camisa ganha jogo". Claro, referindo-se ao madrid. Ressaltei, no ato: "não se o adversário for realmente superior". E foi exatamente o que vimos nos dois confrontos da semifinal, um amplo domínio e controle dos blues. Não há como retirar os méritos do Chelsea.

Se hoje o time se comporta de maneira extremamente confiável,  o cenário era de total incerteza, especialmente com a demissão de Frank Lampard em janeiro. Tuchel resgatou alguns aspectos técnicos e táticos que potencializaram ainda mais um time excepcionalmente jovem. Sim, o clube resolveu apostar no futuro, em jovens como: Mason Mount, Chilwell, Reece James, Havertz, Pulisic, Werner etc. Apesar das oscilações que resultaram na saída de Frank, o time está na final da FA Cup (eliminando o City), ocupa a 4a colocação na Premier League e, obviamente, finalista da Champions League.

Aliás, o clube londrino manteve-se firme e forte durante toda a campanha do torneio europeu: líder na fase de grupos; passou com autoridade pelo Atlético de Madrid nas oitavas; controlou o Porto nas quartas; dominou o Real Madrid nas semis. Logo, apesar da surpresa por causa de outras equipes em tese mais superiores, o Chelsea disputará sua terceira final do principal torneio de clubes do mundo. Vice em 2008, campeão em 2012, agora é o momento de consolidar - ainda mais - esse projeto que vem láaaaa de 2003.  

terça-feira, 4 de maio de 2021

City, enfim, finalista da Champions


Aconteceu!

O Manchester City, enfim, é finalista da Champions League. Após duas vitórias excepcionais contra o PSG, o clube inglês chegou ao destino tão sonhado.

Apesar do investimento pesado, especialmente após o título da Premier League em 2011/2012, o caminho até a tão sonhada final européia não foi fácil. Jogadores e técnicos foram severamente culpados pelos fracassos, seria preciso um nome de peso. E veio em 2016: Guardiola.

Pep chegou com a pompa de Salvador da Pátria, do cara ideal para comandar o processo. Dominante no cenário local, o técnico catalão tropeçou quatro vezes no trajeto à final, sendo inclusive chamado de fracassado neste aspecto. Quanta bobagem dos que se apegam apenas ao resultado final, sem sequer olhar para a obra em andamento. 

Claro, o City tem dinheiro, ótimos jogadores, uma excelente infraestrutura. Sendo assim, nada mais natural do que imaginá-lo como dominante no continente europeu. As feridas ficaram ainda mais escancaradas após as eliminações para Mônaco, Liverpool, Tottenham e Lyon. Os olhares - outrora brilhantes para os comandados de Guardiola - remetiam ao status de desconfiança para a temporada 2020/2021.

Eis que o time encaixou, se ajustou no transcorrer das partidas, virou um porto seguro aos mais reticentes. De Bruyne é gigantesco; Ruben Dias caiu como uma luva, elevou o nível da defesa; Gundogan jogando muito; e Mahrez em fase magnífica. Só me resta aplaudir de pé. 

Disto isto, é esperar o vencedor de Chelsea e Real Madrid, para aí sim imaginar o que fazer em Istambul. Ou melhor, é continuar fazendo o de sempre: me encantando. 

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Barça derrapa em casa contra o Granada

 



A semana foi desenhada para o Barcelona assumir, pela primeira vez, a liderança em La Liga. Com o empate do Real Madrid, e a derrota do Atleti contra o Athletic Bilbao, bastava ao barça vencer o Granada em casa. Entrementes, não ocorreu.

Na temporada tão conturbada e repleta de confusões, o clube catalão ousou sonhar com o doblete (dois títulos). Mas, para isso, seria necessário superar o Granada, que quase complicou a vida dos blaugranas em janeiro, em partida válida pela Copa do Rei. Ou seja, a situação era mais complicada do que se imaginava - especialmente pelo ótimo trabalho feito pelo técnico Diego Martínez.

Primeiro tempo mais intenso, com Messi abrindo o placar após ótima tabelinha com Griezmann. O time seguiu criando oportunidades e, como vem acontecendo corriqueiramente na temporada, desperdiçando-as. Mas até aí estava tudo bem. Eis que os visitantes mudaram a postura na segunda etapa, especialmente com jogadas pelos lados do campo, explorando ao máximo a faixa direita da defesa catalã. Foi assim que os Nazaríes viraram o jogo, sobretudo com a baixa intensidade por parte do Barcelona no momento da marcação. 

Bem, é incrível como os comandados de Koeman - expulso no segundo tempo - não sabem finalizar/matar as partidas. Um certo tipo de sofrimento por vezes sem necessidade. Méritos ao Granada, que soube aproveitar as oportunidades dentro sua ideia de jogo, dentro daquilo que lhe era possível. Quanto ao culés, não dependem mais de si para faturar a Liga. Restam cinco jogos, não há tempo para lamentar.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

US Open 2019 - masc e fem

Começou o último grand Slam do ano. Para muitos, inclusive este que vos falá,  o Major de melhor estrutura e atmosfera.

Quais seriam os favoritos?

Farei minhas apostas.

Masculino:

Favoritos: Nadal e Djoko.

Ataque ao título: Medvedev.

Vale a pena ficar de olho: Federer, Wawrinka, Nishikori, Zverev  (sai, zica).

Por causa do calendário exaustivo, deixarei Thiem de fora.

FEMININO

Sempre repleto de surpresas, então vai muito de como percebo as nuances.

FAVORITA: Serena

Ataque ao título: Andreescu. Talvez, hoje, quem consiga enfrentar a Williams.

Pode aprontar: Svitolina, Bencic, Halep (apesar do moral baixo), Pliskova, Osaka.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

A problemática lateral-direita do Barcelona




Por: Raniery Medeiros

É consideravelmente preocupante a situação na lateral Culé, bem como os contornos institucionais do clube que se acostumou a brigar e a ganhar tudo nos últimos quinze anos. No entanto, para 2019/2020, nada me irrita mais - taticamente falando - do que a continuidade de Nelson Semedo e Sergi Roberto no elenco. 

Bem, o fato é que nos acostumamos mal. Mesmo o limitado Oleguer, que também era zagueiro, foi "ok" em sua passagem; Belletti, por sua vez, foi importante em determinados momentos, sobretudo pelo jogo por dentro; Zambrotta não comprometeu tanto; Dani Alves é provavelmente o melhor lateral que o barça já teve; Adriano, na LD em algumas ocasiões, entendia o estilo. 

Após este breve pensamento sobre o passado, me deparo com o presente, entro em choque. Avaliando as características supracitadas, Sergi é quem melhor entende e compreende o modelo de jogo. Semedo, em contrapartida, não possui as mesmas características do companheiro, mas "compensa" indo ao fundo. Na teoria, é tudo maravilhoso e fácil; na prática, meu Deus, é o caos e a insegurança. Afinal, ninguém convence, ninguém elabora bem as jogadas, ninguém é tão capaz de sair da pressão de quem marca o barça em linha alta. Ah, relembrando que o limitado Aleix Vidal não foi bom o bastante para ganhar a posição de um meio-campista improvisado na lateral. 

Se o lado esquerdo é a válvula de escape, tendo basicamente todas as ações por ali, a faixa direita sofre há anos. Quando falo em compreensão do modelo, me refiro também ao fato histórico de construir e jogar por dentro, e dessa forma o Sergi é melhor. No entanto, o camisa 20 peca no modo defensivo, só explora passes curtos, não tem eficiência nas jogadas em amplitude; Semedo, oposto ao SR, não completa as demais exigências, mesmo sendo veloz e não aproveitando o corredor. 

É bem verdade que ambos fizeram boas partidas nos últimos dois anos, foram importantes em momentos específicos - principalmente o jogador de La Masia. Mas para o nível de exigência do Barcelona, que vem de duas eliminações traumáticas na Champions League, é preciso regularidade na reta final. Citei Vidal, reitero para Semedo: teve duas temporadas para se firmar, não apresentou futebol para tal. Se existe defesa ao canterano, é justamente pelo fato de "quebrar o galho" nos chamados jogos grandes.

Por mais puto que eu esteja em função de algo que não é resolvido desde 2016, não farei caça às bruxas, também não serei oportunista. Há espaço para SR e NS em alguns clubes, não no Barcelona. 

A derrota para o Athletic Bilbao só reforça meu pedido de contratem Azpilicueta. No mais, e endosso meu respeito aos jogadores, venderia ou emprestaria ambos. A questão irrompe alguns dos mais variados pensamentos da torcida. Já diria Paulo Calçade: "a compreensão do jogo não é para todos".




quinta-feira, 25 de julho de 2019

Pia Sundhage assume o comando da seleção feminina de futebol



A CBF anunciou nesta quinta (25) a sueca Pia Sundhage como técnica da seleção. Ela assume o lugar de Vadão, que fracassou durante o tempo em que esteve à frente do cargo. 

Pia é o nome certeiro para quem realmente almeja novas metas; modelo de jogo; pensamento voltado ao futebol de base. Bicampeã olímpica com os Estados Unidos (2008 e 2012), conseguiu sempre moldar suas equipes às suas ideias e características das atletas. Ainda pela seleção estadunidense, após uma decisão incrível contra o Japão, foi vice-campeã do mundial 2011. Seu legado foi repassado para Jill Ellis (auxiliar de Sundhage), que recentemente faturou o bicampeonato mundial com os EUA.

Voltou à terra natal para treinar a seleção sueca, mesmo com poucas peças decisivas. Centrada, inteligente e COM TOTAL CONHECIMENTO DO UNIVERSO DO FUTEBOL FEMININO, Sundhage alcançou a medalha de prata nos jogos olímpicos de 2016, parando apenas na Alemanha. Vale ressaltar que as suecas eliminaram Estados Unidos e Brasil (donas da casa, e que na fase de grupos havia vencido a seleção europeia). Encerrou seu ciclo na equipe principal e se dedicou inteiramente à base a partir de 2017. 

A ideia de contratá-la me agrada bastante, especialmente por se tratar de uma vitoriosa, de alguém que enxerga as reais necessidades da modalidade. No entanto, mesmo com a aquisição de Pia, ainda sinto receio quando vejo Marco Aurélio Cunha na cúpula diretiva. É preciso que ela tenha total autonomia para moldar pensamentos, instruir e ajudar NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS MENINAS. O começo vem da base. 

Esperemos os próximos capítulos, a hierarquia de comando. Pia Sundhage é nome certo...mas que tenham paciência, que deem liberdade de trabalho, que apresentem um projeto a longo prazo. 

sábado, 13 de julho de 2019

EUA vencem o Brasil nas semis da Liga das Nações de Vôlei


A semifinal entre EUA e Brasil foi até mais equilibrada do que imaginei. Ontem, após vencermos o Irã, relatei a dificuldade. Seleção norte americana joga redondinho. Ainda assim, ótimos cinco sets.

Primeiro set terrível do Brasil em erros ao adversário, contra-ataques desperdiçados. Os EUA, por sua vez, com ritmo intenso através da alimentação boas distribuições de Christenson (levantador) para Anderson e Sandler.

Visando aperfeiçoar o ataque, os comandados de Renan elevaram o % no ataque, anularam os americanos ao tocar - defensivamente - em quase todos os ataques. Destaque para o forte entrosamento entre Cachopa, Leal e Lucarelli. Partida empatada.

Terceiro set com a seleção brasileira sempre à frente no placar,  controlando as ações ofensivas. Ótimo set de Lucarelli.

Quarto set perfeito da recepção estadunidense. Shoji (líbero) recepcionando nas mãos do levantador; saque flutuante eficiente; alterações bem feitas.

Infelizmente, após uma queda elevadíssima de potência e concentração na recepção, o Brasil perdeu a partida.  Sempre  valorizando a partida monumental dos Estados Unidos.

Resta ao Brasil repensar alguns pontos, se preparar muito bem para o pré-olímpico.

Halep atropela Serena e fatura Wimbledon


A romena Simona Halep venceu, hoje (13), Serena Williams e conquistou seu primeiro título na grama sagrada de Wimbledon. Com duplo 6/2, mediante volume de jogo insano, alcançou seu segundo Major na carreira - ergueu o troféu em Roland Garros 2018.

Serena nada pôde fazer. Os diversos erros não-forçados foram provocados pelo estilo elétrico e perfeito de Halep. O backhand da estadunidense foi bastante castigado durante o embate. A mais nova das Williams parecia nervosa, incrédula com o que estava acontecendo.

Partida de domínio absoluto de Halep. Chegou em todas as bolas, angulou o saque, mexeu a adversária de um lado para o outro, devoluções na linha de base, raríssimos erros etc. O volume foi assustador, especialmente em se tratando de um confronto que estava 9-1 pró-Serena.

Conquista merecida ao olhar para o torneio. Simona manteve-se firme, sólida no fundo, agressiva nos ataques. Após oscilar bastante ao vencer Roland Garros, retomou seu melhor tênis no Major inglês. 

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Brasil vence Irã e vai às semis da VNL no vôlei Masc.


Foi no sufoco,  no sofrimento, mas a seleção brasileira venceu o Irã por 3-2. O duelo definiu o último classificado do grupo às semifinais, já que a Polônia havia vencido seus dois compromissos.

Todos sabemos que o Vôlei, no geral, está muito nivelado, com países apresentando projetos fortíssimos a longo prazo, e o Irã é um deles. Marouf e Gafour são ótimos. Mesmo com 2-0 abaixo, foram buscar o empate. Muita velocidade e potência nos

Destaque para o bloqueio, com seus 14 pontos no fundamento; Alan (atacante) entrou muito bem; Bruninho e Cachopa (levantadores) souberam distribuir o jogo, apesar das adversidades; Lucarelli focado em pontos decisivos.

Pontos que podem ser alertados: Thales (líbero) precisa caprichar no passe, esteve mal hoje; Wallace não parece estar 100%.

Não consigo sentir confiança no time para a reta final. Claro, em se tratando de vôlei brasileiro, o nível pode aumentar, as peças encaixarem perfeitamente. Resta esperar.


Barcelona anuncia Griezmann


O Barcelona anunciou hoje (12) a contratação do francês Griezmann. Namoro antigo, o clube catalão pagou 120 milhões de euros pelo atacante ex-Atlético de Madrid. O clube colchonero alega que barça e Griezmann acertaram o acordo antes de 01/07 (data limite para a multa de 200 de euros), portanto houve uma quebra "cavalheiresca" das tratativasuas
 entre as partes.

Bem, trata-se de um ótimo nome ao analisar apenas a regularidade em campo nos últimos anos. Griezmann é o jogador capaz de potencializar qualquer equipe, atacante inteligente e com doações de gols e assistências. Não há dúvidas.

Minha grande interrogação, não de hoje, encontra-se no aspecto tático. Habituado a jogar próximo ao gol, especificamente como segundo-atacante, Griezmann se reinventou e elevou seu patamar atuando na função citada. No barça, analisando o que vejo atualmente, atuaria na zona de campo ocupada por Lionel Messi. Pode atuar pela ponta? Sim, até porque foi onde iniciou a carreira. Mas retiraria o que possui de melhor: movimentação, chegada ao gol.

Outro questionamento recorrente: momento defensivo. No Atleti de Simeone, moldado no 442, pressionava junto com o centroavante na primeira linha. Os blaugranas também marcam no 442, com Messi exercendo a função supracitada. Dito isso, Griezmann faria a recomposição pelo lado do campo? Todo bom jogador pode se enquadrar perfeitamente aos diversos esquemas. No entanto, pegando o melhor futebol do francês, não seria tão viável.

Quando Valverde não puder contar com a dupla de frente, ou com um deles, seria interessante colocar o francês de "falso 9". Não se trata de onde rende mais, no entanto o colocaria próximo da zona de gol, sendo letal pelo setor. Para isso será preciso ter movimentação, chegada dos meias, flutuação. 

Gosto do nome, sou reticente às características e funções incoerentes. Resta esperar e analisar as ideias do técnico Ernesto Valverde.

domingo, 7 de julho de 2019

Brasil de Tite vence a Copa América 2019

                       FOTO: GE

A pressão sobre o técnico, antes do torneio, era enorme. Já não mais se tratava apenas de desempenho, o que realmente importava para torcida e CBF (a cúpula nefasta) era o título. Sabendo disso, Tite fez suas escolhas. Deu certo...aos trancos e barrancos.

Hoje, mais precisamente dia 07 de julho de 2019, a seleção brasileira entrou no Maracanã disposta a dar uma resposta aos seus críticos, por mais que algumas tenham sido justas. Vitória incontestável por 3x1 para cima do Peru - que surpreendeu pela boa campanha. Será que Tite terá mais tranquilidade? O treinador permanecerá no cargo?

Apesar das oscilações na partida, gostei do modo como a equipe se comportou durante os noventa minutos. A seleção peruana, que tanto sufocou Uruguai e Chile, nada pôde fazer contra as investidas no mano a mano de Everton "cebolinha", no gerenciamento de Arthur pelo meio, e mesmo após a expulsão (22 da segunda etapa) de G. Jesus, mostrou ser bem inferior ao Brasil. O Peru, de Guerrero e c&a, tem em mente que foi além do esperado.

Brasil volta a conquistar o torneio sul-americano após 12 anos de jejum, depois de uma fase de grupos sem empolgar tanto, o susto contra o Paraguai nas quartas, o jogo pegado contra os argentinos nas semis. Título merecido.

Agora é pensar nas eliminatórias, moldar a nova geração, desfrutar o momento. Particularmente, após um torneio pobre de ideias e aspectos técnicos, fico com a evolução monstruosa de Cebolinha como a grande obra-prima, o lado significativo de uma conquista sem seu principal jogador.

É TETRA! Hegemonia dos EUA no Mundial Feminino de Futebol

FOTO: FIFA

Sabia-se, antes mesmo do começo do torneio, que a seleção americana figurava como a grande favorita ao título. Claro, sem desmerecer equipes como: Holanda, Alemanha, Suécia, França etc. A prova dos nove veio na manhã deste domingo (07), e as comandadas de Jill Ellis venceram a Holanda por 2x0 e faturaram o tetracampeonato, sendo o bi consecutivo. 

As atuais campeãs se notabilizaram pelos gols até os 15 minutos da etapa inicial, e foi pensando nisso que as holandesas focaram, estiveram atentas, atuaram com três zagueiras na linha defensiva. Primeira etapa truncada, sem o controle por parte das estadunidenses, sem a força das americanas pelos lados do campo. Pelo lado da Holanda, que não pôde contar com os 100% de Martens, restou se defender e procurar contra-ataques que direcionassem os passes na atacante Miedema. Destaque para a goleira Veenendaal, absolutamente fria e concentrada na proposta de sua equipe.

O plano, pode-se assim dizer, caiu por terra no começo da segunda etapa, quando Van der Gragt cometeu um pênalti infantil em Alex Morgan. Destaque da equipe dentro e fora dos gramados, Megan Rapinoe abriu o marcador. Pronto, foi o balde de água fria no aspecto mental da seleção europeia, que em seguida viu Rose Lavelle - em ótima jogada individual - aumentar o placar. O golpe foi duro, a cabeça das meninas da Holanda foi para o espaço, tanto que os EUA cansaram de perder boas oportunidades logo em seguida. A seleção dirigida por Sarina Wiegman, por sua vez, tentou esporadicamente diminuir o prejuízo através dos passes longos de Spitse; em raras jogadas individuais de Beerensteyn; no jogo mais pensante de Van de Donk.

Título merecido, principalmente para a seleção que melhor desenvolveu aspectos táticos, técnicos e mentais. O projeto por lá surge desde cedo nas escolas, sendo ainda mais potencializados e desenvolvidos nas universidades. Futebol feminino nos Estados Unidos é algo sério, bastante profissional, com direcionamento total ao crescimento da modalidade. Aplausos também ao projeto holandês, que vem colhendo frutos pela iniciativa profissional adotada em 2004, não visando apenas resultados, mas sim a continuidade do esporte - não à toa venceram o campeonato europeu em 2017.

Aliás, Copa do Mundo de EXTREMO SUCESSO de público, de telespectadores, patrocinadores, participantes, debates, visibilidade etc. Muitos países, não de hoje, alavancando a modalidade. Somente no Brasil, mesmo após aquela "era de ouro" entre 2004-2008, preferiu regredir e não profissionalizar-se.

Gostei bastante dos avanços técnicos e táticos. De seleções como Itália, Inglaterra, Espanha, França, Japão, Argentina. O caneco ficou em boas mãos. Fica a impressão de que a evolução coletiva abrirá portas para que em breve o nível de competitividade seja ainda maior.

PARABÉNS, MEGAN RAPINOE! MELHOR JOGADORA DO MUNDIAL!

EUA viram e vencem o Brasil na final da Liga das Nações de Voleibol Feminino

 FOTO: FIVB


Brasil e Estados Unidos fizeram na manhã deste domingo (07) a final da Liga das Nações de Voleibol Feminino. O título ficou com as estadunidenses, após conseguirem virar a partida em alto nível. É o segundo triunfo da seleção dirigida por Karch Kiraly, que já havia vencido em 2018. Resta ao Brasil pensar no pré-olímpico. Aquele 3x2 emocionante e sensacional.

Começo avassalador das comandadas de Zé Roberto. Abrindo dois a zero, o Brasil apresentava volume de bloqueio, ataques bem distribuídos pela levantadora Macris, Gabi atacando conscientemente etc. Tainara e Lorenne, então jovens e reservas, entraram e deram outra cara ao time. O problema foi a lesão da ponteira Natália, e isso realmente fez falta na reta final. O time se abateu a partir do 3º set, o volume defensivo caiu consideravelmente, o jogo pelo meio (Bia e Mara) não foi mais o mesmo. Vale ressaltar que a campanha foi positiva, especialmente olhando para a semifinal espetacular contra a Turquia, que um ano antes nos derrotaram. Fica a lição, ficam algumas boas surpresas, e a necessidade de montar o time já pensando em Tóquio 2020. 

Pelo lado estadunidense pode-se destacar a força mental de um time rejuvenescido e consciente do que poderia ser feito. Mesmo com 2x0 abaixo, não se abalaram em momento algum da partida. Destaque para Drews, com seus TRINTA E TRÊS pontos; a líbero Courtney começou a defender praticamente tudo nos sets derradeiros; a levantadora Carlini enxergou bem as opções de ataque, soube fazer as escolhas perfeitas; a ponteira Robinson entrou e deu conta do recado, principalmente nas bolas mais decisivas. Méritos totais à seleção com seu inside out quase que perfeito, volume de jogo excepcionalmente fundamentado, na estrutura e merecimento de um projeto que não olha apenas para o resultado.